sábado, 7 de fevereiro de 2009

Certa feita, no México...


Dia desses estava eu em passeios cibernéticos e eis que dirijo-me ao blog do Berned (óia o merchan aí Pablo hehehehe) e dentre os textos, havia um sobre uma novela que há pouco passou bo Brasil, só que eu não lembro o nome agora. Por falar em novela eu estava pensando em coisas do México: a Copa de 70, tequila (uma tequila, baby?), sombrero, a atriz Gisele Itié (se um dia eu encontrar com ela eu vou perguntar: ¨uma tequila, baby?¨), Pancho Villa, Zapata, etc. Ah tem também as histórias mexicanas.
Lembrei do Ligeirinho, de nome original Speed Gonzalez (andale, andale, arriba); aquele filme tri legal, A balada do pistoleiro, e as histórias dos coyotes, em Tijuana. Não se pode esquecer das clássicas novelas mexicanas, caracterizada por seus dramalhões.
A novela tem uma estrutura, a qual muda pouca coisa de novela para novela. Primeiro, assim como as novelas produzidas no ¨PROZAC¨, tem seu núcleo rico e seu núcleo pobre, assim também segue nas novelas no país dos mariachis. Vamos começar pelo núcleo rico (vai que começando pela burguesia, eu ganhe um ¨jabᨠpara manter o blog no ar). No núcleo rico está o mocinho, ele é um rico bonzinho ou filho de rico e sempre possui nome composto, geralmente Luíz Alguma Coisa. O Luíz Alguma Coisa vai em alguma festa em algum bairo pobre, que por suposto é no núcleo pobre. La na festa conhece alguma donzela e se apaixona pela mesma, mesmo que ela seja pobre. Ah, o nome da muchacha é Mari Alguma Coisa (também nome composto).
Sim, o casal se apaixona, mas no decorrer do enredo, parece que as forças do universo conspiram para que os pombinhos não fiquem juntos. Nessa conspiração há inúmeros fatores: disparidade social, luta de classes (como já previa o Marx, sem mesmo que ele tivesse assistido alguma novela mexicana). Ah, uma dessas coisas é que o Luíz Alguma Coisa engravida Soledad, que é a empregada da casa. Então começa a lambança (em linguajar coloquial, no Rio Grande do Sul, lambança quer dizer confusão, entrevero – mesmo estando a uns 6000 Km longe do México).
Ainda no núcleo pobre, sempre tem alguem que o sobrenome é Hernandez, ou então sempre tem alguem que tem algum parente nos Estados Unidos (E.U.A.)e na maioria das vezes de forma ilegal (o que na vida real é bem comum no México).
Vilões: O vilão ou vilã do núcleo rico paga alguém do núcleo pobre para que execute uma tarefa bem malvada - quando não paga, chantageia. Na maioria das vezes, a tarefa malvada está ligada direta ou indiretamente em separar o casal protagonista (até bem parecida com uma novelinha brasileira que passa a tardinha, só não vou dizer qual).
Vamos atalhar! No final, os vilões morrem, vão presos ou ficam pobres. O Luíz Alguma Coisa se casa com a Maria Alguma Coisa, vão passar a lua de mel em Acapulco (tipo aquele episódio do Chaves) ou em Cancún. Mesmo que tenha se casado, o Luiz Alguma coisa assume e cria o filho (ou os filos, podem ser gêmeos) que teve com Soledad, a empregada. Ah, sim depois o Luiz Alguma Coisa e a Maria laguma coisa foram felizes para sempre.
Ok, o enredo de qualquer novela é mais ou menos esse, mas novela mexicana é novela mexicana.