terça-feira, 23 de junho de 2009

Causo de professor (essa é a 1ra parte)







- Ok, pessoal, leiam o capítulo 20 para a próxima aula.
Assim disse Carlos Alberto, o professor de história, quando tocou o sinal para o fim das aulas. Carlos Alberto, de apelido Beto era professor de história, tinha 27 anos e estava formado há 4. Lecionava na rede estadual, aulas para Ensino Médio etambém em cursinho pré-vestibular. Nas horas livres, dividia seu tempo entre a família, a namorada e o futebol. Sua vida andava corrida, pois estava se preparando para a prova do mestrado.
Beto agora se vestia ¨decentemente¨ para um professor, cabelo curto e barba feita, a camisa bem passada, a calça jeans e sapato contrastavam com as fotos dele do tempo de universitário, das calças jeans gastas, camisetas já surradas (geralmente de alguma banda de rock) e o all star velho. Nas costas haviam algumas cicatrizes, oriundas de balas de borracha – lembranças do movimento estudantil. Era professor estadual, não ganhava muito, mas dizia que amava o que fazia. Sua renda se reforçava nas aulas que dava em um cursinho pré-vestibular. Por um tempo trabalhou em um colégio particular, mas não durou muito. O problema foi que reprovou um aluno cujo pai era um grande empresário. Por isso foi demitido.
Como Beto dizia nas aulas:
- Vocês não tem que decorar datas, tipo sete de setembro de 1822! Vocês tem q eu saber o que aconteceu nessa época. Tem que saber os fatores que levaram até a ¨independência¨ e suas conseqüências. Não precisa decorar que o infeliz do D. Pedro gritou, mas devem raciocinar o porquê ele fez isso. Agora, não vem ao caso dizer que ele estava amanhecido na zona, com uma ¨borrachera¨ braba e que os caras do governo o trouxeram para gritar a independência¨. Ou seja, em miúdos era Brasil subordinado a Portugal e os ¨portuga¨ aos ingleses.
Dificilmente alguém não gostava das suas aulas. Havia dias, em que ele saía as onze e meia da manha da escola, comina qualquer porcaria na rua e a uma da tarde já era hora de estar no cursinho. Nesse meio tempo no ônibus, quando conseguia algum lugar sentado, ia corrigindo provas ou estudando para a prova de admissão ao mestrado, ou simplesmente se dedicando a leitura. Se isolava dos ruídos ao redor com seu fone de ouvido, para escutar The Doors, Chico Buarque ou alguma rádio local. Em tornno de meio dia e meio chegava ao cursinho, até que dava tempo de tomar um café na lancheria do mesmo e debater um pouco sobre o futebol do fim de semana.
Em uma das turmas, a aula de história era depois da aula de matemática, então Beto encontrava o quadro negro cheio de equações. Em algumas ocasiões, para descontrair, ele ia ¨resolvendo¨ as equações sem levar em conta as regras e propriedades da matemática,como somar ¨X¨ com ¨Y¨ coisas do tipo. Os alunos adoravam e davam risada. Beto dizia:
- Que nada pessoal!!! Eu sempre fui feliz sem essa coisa aí, e não é agora que vai me fazer falta. Quer dizer, pra mim só tem serventia quando eu entro no cheque especial lá na merda do banco.
Então algum palerma, nerd, CDF, engraçadinho ou qualquer sujeito da estirpe perguntava:
- E pro vestibular, professor Beto?
- Que se ¨exploda¨o vestibular, eu já passei, já me formei e tô indo pro mestrado. Vestibular é com vocês. Aliás, essa história de vestibular, é só pras universidades tirarem os ¨pila¨ de vocês! E voltando ao assunto da matemática, eu duvido alguém de vocês chegar no bolicho da esquina e comprar um quilo de arroz e feijão com um logaritmo, isso jamais!
Os alunos não chegados nas ciências exatas adoravam esse discurso, enquanto os aspirantes das ciências exatas e das engenharias estampavam um sorriso amarelo. Ele dizia:
- Criaturas, prestem atenção!!! Ler é mais importante que estudar, já dizia o Ziraldo, grande escritor brasileiro. Pra quem não sabe de quem eu to falando, é o autor do ¨Menino Maluquinho¨. Então leiam bastante. Qualquer porcaria, desde bula de remédio, gibi, revista de fofoca, pornô, e as revistas da mídia burguesa (olho nelas) e também coisas de bom conteúdo. Por que ficar de olho na mídia burguesa? Porque as universidades adoram a mídia burguesa como referencia, apesar de imprimirem mentiras. Leiam, mas com um olhar crítico!
O professor segue empolgado o seu “discurso”:
- Outra coisa, sobre as provas de história... O pessoal da história tem a fama de ser esquerdista, portanto, olho nas questões!!! Nas respostas, se estiverem confusos, reparem na “mais esquerdista”, geralmente. Eu disse GERALMENTE.
Depois dos expedientes, Beto voltava de ônibus pra casa, quase sempre à noite. Na maioria da vezes passava na casa da namorada, Leila, pois não resistia à lasagna feita pela sogra. Leila fazia faculdade de Educação Física e estagiava em uma academia próxima a sua casa. Vivia cobrando mais tempo de Beto, mas no fundo entendia a fase pela qual ele passava. Nos fins de semana, ele pegava o carro de seu pai emprestado pra sair com Leila.






a histótia continua....

sexta-feira, 12 de junho de 2009

BRASIL X URUGUAY

Havana, 09 de junho de 2009, hoje é aniversário do Juan do Uruguai, e na útima noite a galera fez uma surpresa pra ele. Com antecedencia, o pessoal me avisou da surpresa, ok. Algumas coisas que vou falar sobre o Uruguai, para quem for ler que possa entender o contexto do presente texto hehehehe. O nome oficial do país é República Oriental del Uruguay, a populaçao é de mais ou menos tre milhoes de habitantes. A língua oficial é o Espanhol. Nós, do Rio Grande do Sul, compartimos com eles e com os argentinos a cultura gaucha, somos muito parecidos. Pra quem nao sabe do que estou falando, que vá ler Jayme Caetano Braun, ou José Hernandez (na obra ¨El gaucho Martín Fierro¨) ou escutar as músicas de Pedro Ortaça e de outros cantores nativistas. Há também a idéia da ¨Pátria Pampa¨, é um mesmo povo dividido em tres bandeiras: Uruguay, Argentina e Rio Grande do Sul. Inclusive tem a festa da Pátria Gaucha, que ocorre anualmente em Tacarembó, no Uruguay. Mas nao vem ao caso, outra hora eu falo sobre isso.
Como eu já havia dito, a língua oficial é o espanhol – nao só no Uruguai, mas na maioria dos países da América Latina. A questao é que cada regiao e cada país da América Hispânica, mesmo falando o mesmo idioma, possuem diferentes sotaques e maneiras de linguagem entre si. Por exemplo, ¨papaya¨ no México é uma fruta, em Cuba é uma alusao vulgar (e por sinal muito vulgar) ao órgao sexual feminino . No Uruugai e na Argentina as letras ¨Y¨e ¨LL¨, sob um ponto de vista fonético luso parlante, soam como se fosse ¨X¨. Por exemplo, quando um uruguaio diz: ¨Yo soy uruguayo¨. Nós ouvimos assim: ¨Xô soi uruguaxo¨.
A frase: ¨Yo camino por la calle¨. Um colombiano vai falar com seu sotaque cantado: ¨Entonces, djô camino por la cádje, ai marica¨!!!
Um cubano, como se falasse com uma batata dentro da boca: ¨conho, compái.... iô camino po´la cáiie, acere!!! Iá tu sábehh!!!¨
Chileno: ¨Iô camino por la cáie, pô. Cachai?¨
Argentino (meio cantado como italiano): ¨Tchê, que te passa, pelotudo? Xô camino por la cáxe¨!!!
Peruano:¨ ôi, güebón, iô camino por la cáie, pê! Cual és tu Kau kau¨?
Paraguio (quando falam nao costumam abrir a boca, falam com a boca mole e o ¨R¨soa como se fosse pronunciado no interior de Goiás e ainda misturam com Guarani): ¨N´derakore, iôca mino pôurla cáe¨.
Boliviano: ¨Djô camino por la cáiie, pués¨.
Español da Espanha (falaz meio que com a língua presa onde tem ¨S¨, ¨C¨e ¨Z¨, tipo o Romário): ¨Djô estoy a caminar por la cálhe¨.
Carioca: ¨Aê, brothehhhr, eu eXtôu num rolê pelaX ruaX, caralho¨!!
Baiano: ¨ô, maínha, hoje num vo caminhá, naum... ô chent, porra¨!!!
Pernambucano: ¨Eita besta fera da febre do rato!!! Djô camino por la cáiie, boba calói… ôchi!!!
Em Portugal: ¨Gajo, poix eu extou a caminaire por la rua, detráix duma rapariga, seu paneleiro¨!!!
Paulista: ¨Ai mano, cola aí na área que eu tô num rolê na quebrada¨!!!!
Descendente de imigrante alemão no Rio Grande do Sul (cidades tipo Santa Rosa, Horizontina, Nova Petrópolis, etc): ¨Eu tô caminhanto narúa, eu tisse narúa¨!!!!
Em Porto Alegre: ¨Baaaaaah, tô dando uma banda na street, magrão¨!!!!
Um gaúcho do interior: ¨Alapucha, saí a trotezito pela rua, tchê¨!!!!!
Voltando ao assunto, depois de tangenciar por tanto tempo, é por isso que por brincadeira, nós chamamos a galera do Uruguay de uruguaxos. Os uruguaios adoram pisar nos nossos calos, insistem em falar sobre a Copa de 1950, em que fizeram um gol no Barbosa, no Maracanan. Ninguém é perfeito, só porque a Coap era no Brasil nao era obrgatório a gente levantar a taça. Vamos falar sobre o aniversário do Juan. Foi uma festa organizada pelos seus colegas de aula, estava presente a América Latina, (inclusive um gordo da Venezuela que o André apelidou de Balão Mágico, e pra ficar pentelhando ele ainda cantava a musiquinha pro gordo huahuahua, ¨aí o munda fica bem mais divertido¨ ‘ espero que tenham entendido o trcadilho, ao mesno eu tentei). De brasileiros presentes, éramos o Danilo (da BA), o André (de SP), o Vágner (vulgo Alemão ou Polaco, do PR), o Luíz (do DF) e a criatura que vos fala, quer dizer, vos escreve, (do RS). O povo cantou ¨Parabens¨em ingles, depois espanhol, aí chegou a vez do portugues. A real é que nós nao cantamos o parabens, sabem aquela parte depois do parabens que fala ¨é pique, é pique... é hora éroa... ratimbum....¨ pois é, a gente cantou mais ou menso isso, só que bem diferente. A verdade é que nao vou postar no blog o que cantamos, quem quize saber me pergunte pessoalmente, se bem que o único hispanohablante que entendeu foi o Juan, visto que ele fala portugues. Ah, nao dá pra esqucer do cartaz que nós fizemos pra ele, escrito: ¨FELIZ CUMPLE, CASTEXANO!!!¨
Aí no outro lado escrito: ¨BRASIL 4 X 0 URUGUAY¨ , e ainda escrito: ¨Boludo, xô no puedo con êxos¨.
Os hispano-hablantes deram risada, e o Juan também, ele tem senso de humor. Ë aquela história, essa nao poderiamos deixar passar em branco, perdemos o amigo mas nao a piada hehehehe. Tipo quando a Bolivia meteu seis gosl na Argentina pelas eliminatórias, lógico que nao perdíamos nenhuma oprtunidade pra aloprar os argentinos, né!!!! Sei que depois falamos pro Juan: ¨Calma, pelo menos o Nacinal tá bem na Libertadores¨!!!! Ah, o bolo tava tri bom, fazia tempo que eu nao comia um bolo legal. Felicidades, Juan.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Atualizações

e aí pessoal,blz
sobreminhasatualizações eh o seguinte,jah sabem que eu to numpaihs bloqueadoe bla bla blabla
sei que devo umtextopro igor e tal
logo vou passar a postar uns pequenos contos e tal.
elogo tambémmmvoupostar coisas sobre meu findi, que teve afesta de niver da Sonia (do Paraguay) e hoje do Juan (do Uruguay).
ademais é mais oumenos isso!!!
bijos atoodas e abraços a todos

quinta-feira, 4 de junho de 2009

De carona com la Policia



Já faz algunas semanas, em uma noite de um fim de semana eu fui ás zonas mais centrais do municipio de Playa, provincia de Ciudad de La Habana, fui até a cyber café de um hotel, me comunicar com minha familia, a questao é que já era tarde da noite e pra voltar ficou bem mais tarde!!!!
Bom, as linhas da 420 já nao havima mais, as que vao de Playa a Baracoa!! Os tios das máquinas (máquinas sao os táxis a preços populares) já nao estavam mais em seus postos. A útima linha de onibus, a linha 9, que sai de Playa, vai até mais ou menos Vedado (eu acho) e depois volta e vai até baracoa já tinha saído e os caras da empresa de onibus disseram que eu só conseguiria pegar esse onibus na estrela!!!
Um taxista queria me cobrar 6 dolares até baracoa, nem a pau juvenal, vai ser carero assim lá en la puta que lo parió. Depois queria me cobrar 3 dólares até a Estrela, tá loco!!! Pedi informaçao a um policial, que dise que eu poderia ir caminhando, a estrela, que é assim chamada pòr ser um cruzamento estava a mais ou mesos 1km, e poderia ir caminhando, era uma avenida muito bem iluminada, e assim fui indo.
A certa altura do trecho, para do meu lado uma viatura da policia, um Lada, aí o seu guarda me pergunta nome, onde moro e pede minha carteira de identificacao, pois extrangeiros estudantes aqui na ilha recebem um tipo de R.G. como residente temporário! Pior que o eu guarda foi educad comigo ficou trocado idéia e tal. Bom, chego a tal da estrela e a porra do onibus nao vem nunca, vejo que vem um carro e faço sinal de carona para que pare, e vejo que outro sujeito também faz isso. Era um carro da policia e o outro era policial tambem, pergunto pra onde vao e eles me dizem que vao ao posto de controle que etá na estrada (tipo os da policia rodoviária que tem no Brasil), a mais ou menos 1km da ELAM, aí eu peço uma carona e me dao. A viatura é tipo um camburao hehhee, sério. Aí eu desço e o policial que tambem estava de carona faz sinal para um Jeep do Ministério do Interior (MININT) (que é tipo Ministério da Defesa, mais ou menso isso no Brasil), que pára e dá carona pra ele. Dou uma de ¨carancho¨ (pra quem nao sabe, no estado do rio Grande do Sul, carancho significa sujeito que vai aos eventos sem ser convidado, tipo ¨escalado¨) e peço carona pros caras, que me deixam na porta da faculdade hehehehehe. Vou até meu ¨ape¨, deixo minhas coisas e vou pra Baracoa, já eram umas 2 ou 2 e meia da madruga eu tava sem sono mesmo! Encontro no meio do caminho uma festa de Honduras, que tava legal até, encontro um pessoal e fico por lah, dando risdada e me divertindo!!! Ok, sei que acabou a festa e aprocissao segue a Baracoa, com destino aos ranchoes, e pra lá vou e fico trocando idéia com o Pernambuco e mais um pessoal, depois vamos come pizzas numa tia lá, que a gente chama o TOXILANCHES, mas era a única bodega aberta naquela altura , e por lá ficamos, comentando as interpéries da maldita morfofosiosiologia.
Resolvo voltar e na esquina da entrada de Baracoa encontro o pessoal que tá saindo de excursao pra Varadero, e por lá fico conversando e dando risada até que o busao chega, assim vou pra casa dormir, já tava com sono!
Mas resumindo, só aqui que a policia dá carona pra estudante e as Forças Armadas também, ao menos eu nunca vi disso no Brasil.