sexta-feira, 26 de março de 2010

Pra relaxar

Chegou mais um novo dia
Era frio e eu com sono
Tomar banho, eu sempre tomo
Inalar monóxido de carbono
Saudade de Santa Maria


Oh, vida minha, que ironia
Quero adrenalina nos ossos
Me coço o saco se posso
Me recuerdo da guria que gosto
Nessa aula chata de patologia


Por mais louco que seja
Sei que tu lês merda, VEJA
Não to aqui pro deboche
É caro esquiar em Bariloche
E baratinha uma cerveja

Viver à noite, dormir de dia
Faz tempo que não saio
Deixei de ser lacaio
Não saí mais com vadia


Liberdade custa sangue
E sangue é vida
Não ando metido em gang
Nem em filme de bang bang
Busco um amor que me de guarita

Desculpas

Desculpa por não entender
Desculpa por ser insistente
Talvez começasse um mal dia
Anti-depressivos em um recipiente
Não faço mal por querer
Nem creio na virgem Maria


E se essa coisa se acabe
E o nosso mundo desabe
Depois de ti ranzinza
Como a fênix, ressurjo das cinzas
E busco mais uma presa pro abate

O decreto

Cada sorvo de mate era sentido como mais amargo do que de fato realmente era. Na mesa à sua frente repousavam a garrafa térmica, um caderno, uma Colt, dois pentes e algumas balas. No chão, embaixo da mesa repousava uma bolsa de viagem com algumas roupas e um punhado de euros (algumas economias que seus pais lhe passaram para sua saída do país). Do bolso de dentro da jaqueta, ele puxa uma foto já um pouco amassada, em que aparecem sorrindo a mulher e o filho de cinco anos. Já passava da meia noite, o ruído que havia era o do aparelho televisor de seu quarto na pensão da cidade da fronteira. Por sorte, tinha amigos na cidade da fronteira, em ambos os lados, o que facilitava o contato com sua gente.
Mesmo sendo um médico respeitado, o autoritarismo do governo fascista do estado fez com que ele tivesse que escapar do Brasil. Tudo sob um decreto da governadora, mandando prendê-lo. De novo a sorte lhe deu uma ajuda, pois tinha um amigo no Palácio Piratini, que com dois dias antes lhe avisou, dando-lhe tempo para escapar. Na primeira manhã tratou de deixar a mulher e o filho na casa de seus pais, aí estariam mais seguros. Deixou armas com eles, pois seu pai sabia atirar. Também deixou alguns amigos encarregados de vigiarem a casa de perto, para qualquer arbitrariedade do estado. Pela tarde foi para o interior de uma cidadezinha, na estância de um amigo. Na manhã seguinte, bem cedo, já vai à estrada, e ao meio dia já estava no outro lado da fronteira, que era só atravessar uma rua. Instalou-se em uma pensão a quatro quadras da avenida principal. Depois de almoçar foi visitar a uns amigos e assim conseguiu um trabalho provisório de professor de português.
Assim se passa um mês, é um professor de português, que nos fins de semana treina tiros no campo de um amigo. Já no segundo mês consegue um passaporte falso, iria se passar por um diretor executivo de uma empresa de celulose.
Com a ajuda de seus contatos, consegue passar seus familiares à fronteira do outro país vizinho, para que aí ficassem por pelo menos um ano, até que terminasse o mandato da governadora. Então pela fronteira do país de onde está vai ao outro visitar a família, e embaixo da cama da mulher deixa uma bolsa com um pouco de dinheiro, sem que nem mesmo ela se intere. Passa dois dias com a família, lhes passa alguns documentos relativos a coisas no Brasil, como casa, carro e etc. Na madrugada do terceiro dia levanta, banha-se, faz a barba, penteia o cabelo pra trás e se disfarça dentro de um elegante traje. Dentro da bolsa da mulher deixa uma carta dirigida a todos:

“Meus queridos, não poderia ir sem ao menos deixar uma carta a vocês, explicando tudo. Quer dizer, o que passou vocês sabem, e faço isso também pela segurança de vocês. Aos meus dois velhos, nem sempre foram a favor de minha luta, mas sempre respeitaram minhas opiniões e mesmo estando em contra me apoiaram. À minha mulher, companheira de todas as horas, sempre me suportando na minha profissão, hobbies, manias e devaneios – considero-te uma heroína, compartilhou comigo a experiência da procriação, nada mais bonito que isso, digo isso por deixar que um louco como eu seja o progenitor da tua prole. Sigo, aqui, com meus 34 anos, uma a mais que O Filho do Homem, mas cada um com sua cruz e eu não vou fugir da minha. Ao meu filho amado, quem diria, esse guri já tem cinco anos, e se parece comigo quando eu tinha essa idade. Talvez hoje ele não vá entender isso, nem daqui a 10 ou 15 anos, é um processo bem difícil de entender e superar. Quero que ele viva em um estado digno, minha luta não vai estar completa, só darei um simples passo, os que venham que continuem a luta. Minha função vai ser limpar o salão, pois o baile deve continuar, mas que seja um baile do povo e que o mestre sala seja do povo. Sigo amando todos vocês, se vocês estiverem lendo isso, é porque consegui meu objetivo e com um pouco de sorte e de misericórdia Divina, estarei descansando. Embaixo da cama deixei uma bolsa com um pouco de dinheiro pra vocês, não é muito, mas é o suficiente para passar um ano, e em último caso escapar daí se preciso for. Bom, vou pela liberdade!”


Depois que sai, toma um ônibus e viaja até uma das capitais rio-platenses, de onde toma um avião até Porto Alegre. De Porto Alegre sobe até Gramado. Ainda nesse mesmo dia, vai a um almoço de abertura de um evento empresarial no Centro de Eventos, em presença da governadora. Neste evento consegue ser convidado a um jantar a portas fechadas entre a governadora, o vice-governador e alguns empresários.
Às oito e meia da noite começa o jantar a portas fechadas, o pseudo-executivo consegue um lugar à mesa bem próximo à governadora e o vice. Em determinado momento a governadora lhe pergunta:
- E de como e quanto será a contribuição ao governo do estado?
O médico subversivo disfarçado de executivo amavelmente responde:
- Excelentíssima senhora governadora, saiba que nossa empresa será leal e generosa. Estamos a sua disposição. Ao mesmo tempo em que tirava do paletó um papel dobrado, mostrava-o à governadora e dizia:
- Essa é a primeira parte.
A “elegante e linda” governadora desdobra o papel, põe seus óculos e pergunta:
- É a proposta de contrato?
De repente o executivo subversivo se levanta, saca sua Colt, aponta à governadora e diz energicamente:
- Isso é teu decreto! O mesmo que acabou com minha vida!
Ao mesmo tempo efetua dois disparos ao peito da governadora e um disparo contra o vice-governador. De imediato vêm os seguranças e dão cinco disparos contra o engravatado armado. O jantar termina regado a sangue, ou melhor, no chão uma mistura de sangue, sangue justiceiro e sangue sujo.
O saldo da noite termina com três cadáveres no piso da luxuosa sala de jantar. Três mortes, três sentenças, cada qual pagando o preço pelos seus atos e crenças.
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Ainda meio tonto, ele se desperta assustado, vê que está debruçado sobre a mesa, suado e já passa da uma da manhã, olha ao redor, tudo como estava antes, a pistola, o caderno, o mate e a TV ligada. Não passava de um sonho meio louco como aqueles que sempre sonhava, ou um pesadelo. Bom, desligou a TV e foi dormir, pois tinha uma missão pessoal para cumprir, uma divida consigo mesmo.

el pedido de perdon

No quiero que me hagas caso
Si me quedo enojado
Más un día nublado
Lo que yo quería
Solo decirte buen día
Y me contestaste a patazo
Más un día con sueño
Tengo acento sureño
Y tu idioma no hablo

No me jodas la vida
Que de jodas conozco peores
No me paté los cojones
Despierta vos con malos humores
Y habla sin previa medida
En mi vida mal parida
Y tuve muchos amores

Que se vaya al infierno
Que sin pena yo te hablo
Vete a joder el diablo
Y si en una paja me acabo
Dejo de ser el chico tierno
Si uno tiene dolor
A cualquier chica se hace el amor
Y por fin te pido disculpas
Aunque no sea mía la culpa
Quizá le pida perdón
Voy así sin maldad
Apenas le muestro humildad
Esa s la pura verdadNo confundáis con submisión

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sobre direitos e ficção

Todo o ser humano tem o direito à alimentação, moradia, educação, saúde e etc. Ao menos é o que diz a constituição, dizem os tratados humanitários internacionais. O que pode ser dito é que esses direitos são puramente fictícios. Em nosso “maravilhoso” mundo capitalista não existe o cumprimento dos direitos. Sim, vamos imaginar um cenário, em um ambiente capitalista (pode até ser um capitalismo “humanitário” – como advogam muitos), como queiram, executivos com seus ternos Armani em um elevador de um arranha-céu; bonitas casas em bairros caros, floridos, harmônicos e seguros. Nesse mundinho bonito, cor de rosa e florido, putas de luxo com silicone nos peitos e que injetam toxina botulínica no rosto. Onde também criancinhas são violadas por sacerdotes pedófilos. Nesse mundo de lindas casas, carros novos e putas gostosas, nesse mundo se um sujeito amanhece sem um puto Real no bolso, ele não vai comer. Se não tem dinheiro, não come. Não há direito garantido, com um pouco de sorte ele vai poder comprar o direito de comer.
Agora, sobre moradia. No mesmo mundo de putas e executivos há especulação imobiliária, tipo, qualquer kit net de 45 m² custa uns R$ 600,00. Ok, se o sujeito tem bastante sorte a ponto de que possa comprar o direito de fornicar com a puta de luxo e levá-la ao seu kit net, talvez tão pequeno o apartamento que ele não possa desfrutá-la na posição horizontal. Ok, o sujeito do parágrafo teve sorte. E daí, e se outro sujeito que não tem a grana pro apê, para a casa, puxadinho, pro barraco (nesse caso, está fora de cogitação a puta de luxo), seja o que for, e aí? Ele está desprovisto de meios para que possa comprar o direito à moradia, então, não sei, vai pra debaixo da ponte ou com sorte encontra um grupo de outros como ele e vai ocupar algum espaço urbano ocioso. Exemplo disso é a ocupação da Estação dos Ventos, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ocupação essa que começou entre os anos 2000 e 2002, nos pátios da empresa multinacional América Latina Logística (ALL). O povo não fez nada de errado, apenas foi em busca de um direito legítimo, ao qual o estado é negligente.
Depois vem o direito ao trabalho, com carga horária e remuneração justas, com garantias trabalhistas. Vamos começar: há uma multidão de desempregados, prontos para aceitar qualquer oferta de trabalho, mesmo com jornadas longas, soldos baixos e sem nenhuma garantia trabalhista. Ainda assim continuam as multidões desempregadas. Sobre os que possuem trabalho, são poucos, mas ainda assim, o salário não garante poder aquisitivo para coisas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação aos filhos e uns trocados de sobra para diversão e lazer. É muito difícil isso. Bom, o cara que possui um trabalho que lhe aporte um salário de fome toma todo o cuidado do mundo para que não lhe joguem no olho da rua. Pois fora há uma multidão de famintos, o chamado contingente de reserva, loucos para ocupar seu lugar.
Sobre educação. Educação é mercadoria. Colégios (privados) são empresas em que seu nível de rendimento é medido de acordo com a porcentagem de alunos que aprovam a porra do vestibular, principalmente para os cursos nobres, tais como medicina, direito, odontologia, administração, arquitetura, etc. Agora, para consolidar isso, só falta esses colégios abrirem ações nas bolsas de valores para atraírem investidores. Creio que a função da escola vá além da formação de “aptos à universidade”, antes deve passar pela formação de humanistas. Com visão crítica, de educação para a vida, não só para o vestibular. Assim os alunos seriam preparados para a vida e não só para um rito de passagem da mesma. Sem falar das escolas públicas (que também devem formar gente humanista, até mais que as privadas e devem ter mais qualidade que as privadas, bem mais), que em sua maioria estão sucateadas, professores com salários defasados e muitas vezes a violência faz parte do cotidiano. Professores que resolvem lutar pelos seus direitos e mobilizam uma greve, depois os dias parados são descontados em folha de pagamento. Exemplo disso foram os professores da rede estadual do Rio Grande do Sul e a governadora Yeda Crusius “beliscava” o soldo dos mestres – sintoma de um governo fascista.
Bah, isso que eu nem falei em saúde. Bem, em 1988 veio a Nova Constituição (muito bonita) e nela estava previsto o Sistema único de Saúde (SUS - olhem a Lei 8080), sendo o sistema mais perfeito que existe (amo menos no papel, lógico). Passado mais de 20 anos aqui está. Temos que lutar para que o SUS funcione tal qual está no papel. E volta aquela velha ciranda, o sujeito vai ter direito a saúde se, e somente se puder pagar um bom plano de saúde. Ou seja, ele vai ter de comprar o direito de ter acesso a um serviço de saúde digno.
À conclusão a que chego é que as leis e os tratados não passam de contos de fada (isso faz com que a vida seja foda), que o direito do ser humano como algo real ainda está longe (ao menos no sistema capitalista). Os nossos direitos não passam de ficção.

quarta-feira, 3 de março de 2010

feira do livro

Havana, 21 de fevereiro de 2010


Hoje é domingo, por incrível que pareça, só agora tive um tempinho pra escrever, até porque faz muito tempo que não atualizo a porra do blog. Bom, hoje é o último dia da 19º Feria Internacional Del Libro, aqui em Cuba, e o país convidado dessa vez foi a Rússia (se estivéssemos nos anos 80, eu diria a “mãe Rússia”, hehehe). O evento foi no Castillo Del Morro, é uma fortaleza, hoje de importância histórica, que servia como forte de defesa para a coroa espanhola nos tempos coloniais – um lugar muito bonito.
Livros baratos, muito baratos. A questão é o cara pode ir, e se muito, com dez dólares, pode sair com uma mochila cheia de livros. Por exemplo, quando eu vou à alguma feira do livro aí no Brasil, se compro um ou dois livros, é muito! Aqui há livros subsidiados pelo estado, de qualidade, a preços baratos, um grande incentivo à cultura. Havia também stands de editoras estrangeiras, como da Rússia, México, Espanha, Bolívia, Argentina, etc. Acho que era isso.

HAITI_3

Era já a tarde do dia 14 de janeiro, aí eu fiquei com sono e acabei não escrevendo porra nenhuma. Estamos em 10 de fevereiro e eu não lembro que porra ia escrever.

Sobre as flores

Havana, dez de fevereiro de 2010, agora já passa de três da manhã...
Outro dia eu estava conversando com uma guria, mas não era uma guria qualquer. O tema é que ela me disse que não gostava de receber flores. Ela me disse que é porque as flores morrem , que ela preferia ganhar um plantinha para cuidar. Ou seja, ela me instigou a raciocinar, quer dizer chegamos à conclusão que dar flores é como dar cadáveres, pois desde que se arrancam as flores do pé, elas já estão mortas. Para conservar a flor morta é preciso colocá-la em um recipiente com água, ou seja, para conservar o cadáver. Ou seja, fizemos uma alusão às faculdades de medicina, as quais possuem tanques (pressupõe-se que boas faculdades possuam) com formol para conservar os cadáveres para estudo. Quer dizer, há um ponto de vista o qual defende a idéia que manter uma flor arrancada em um copo com água é como manter um cadáver em um tanque de formol.
Depois de uns meses lembrei de uma música dos Engenheiros do Hawaii “ontem a noite eu conheci uma guria, já era tarde, era quase dia. Eu conheci uma guria que eu já conhecia”.

HAITI_2

Bom, sei que nessa noite enquanto eu tomava mate e conversava com o povo do MERCOSUL, chega o Ycaro dizendo que meus pais ligaram e que havia conversado com eles. A questão que eles viram no noticiário que Baracoa corria perigo. Bom, a verdade é que na de província de Havana tem um povoado chamado Baracoa, há 1 km do portão principal do colégio. A confusão ocorreu porque na província de Guantánamo (a mesma onde o império possui uma base), no extremo oriente da ilha há um município chamado Baracoa, que é por onde o Cristóvão Colombo descobriu a América e provou o chocolate. Bom, após ele saberem que há 2 Baracoas diferentes ficaram tranqüilos. Bom, o Ycaro me avisou e eu segui “chimarreando”.
Amanhece 14 de janeiro, por eu não ter aula nessa manhã, dou-me ao luxo de dormir até tarde (além do mais, que por mais incrível que pareça, tá fazendo um frio do caralho aqui). Bom, nessa mesma manhã, a mãe de um companheiro brasileiro liga e fala sobre as notícias que passam no Brasil (que até então nós não havíamos “tido o trabalho” de buscar informações). Uma das notícias é que havia dado um terremoto feio no Haiti e os cálculos estimavam mais de 100 mil mortos; entre esse, alguma dezena de brasileiros e mais um punhado entre feridos e desaparecidos. Dentre os mortos brasileiros, a pediatra Zilda Arms, chefe de uma pastoral e que prestava serviço humanitário no Haiti. Que também alguns aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) foram ao Haiti, mas não havia encontrado local para pousar. Bom, assim passamos o dia com escassas, esparsas e contraditórias informações.
A história continua (Vayanse hacia El post de arriba).

HAITI_1

Era noite de 12 de janeiro em Havana, estávamos nós tranqüilos no alojamento, de bobeira, assistindo ao filme Jackass II (porque a vida não é só estudar), eis que chega um colega nosso e pergunta se “nós já estávamos sabendo”... Ficamos paralisados, do tipo “quem morreu” ou algo parecido. O fato é que a namorada dele mora divide moradia com umas gurias da República Dominicana, então as famílias dessas gurias telefonaram desesperadas às mesmas, dizendo que havia ocorrido um terremoto no país, e supostamente um tsunami se deslocava em direção à Cuba. Todos ficamos meio que paralisados, não acreditamos, rimos e ainda falamos, a gente vai “SIFU”. Interrompemos de imediato a porra do Jackass. Buscamos nos computadores os mapas do Caribe e analisamos as posições geográficas. Também ligávamos os rádios em estações de notícia, outros iam para a TV. Não se tinha nenhuma informação precisa, ouviu-se falar que o epicentro tinha sido próximo a Santo Domingo (capital da Rep. Dominicana), medimos as distâncias entre Santo Domingo e Havana, depois um colega estimou a velocidade de uma onda em 60 km/h e fizemos o cálculo em quanto tempo mais ou menos iríamos ter de “surfar”. Logo, chegavam noticias de que as supostas ondas geradas no mar não iriam além de um raio de 100 km. Ficamos um pouco mais aliviados. Bom, apesar do frio, saí pra tomar mate com o pessoal pelo colégio, logo, chega o Ycaro e me diz que meus pais haviam ligado preocupados, que tinham visto no noticiário que um “tsu” se dirigia à Cuba e a população de Baracoa havia sido evacuada. O fato é que na província de Havana há um povoado chamado Baracoa e fica há mais ou menos 1 km de distancia da faculdade.
A história continua, breve mais explicações... (que se vayan hacia El post de arriba).