sábado, 30 de outubro de 2010

Rumo à vitória


Rumo à vitória

camaguey, CUBA, 29 de outubro de 2010

Quando eu era um piazinho, bem antes de descobrir que aquela coisa não é só pra fazer xixi e quem eu não cheguei ao mundo através do “cegonha`s delivery” diziam que eu era o futuro do Brasil... eu e a minha geração!!! Pois essa geração cresceu e hoje nós é que falamos pra galera que “cheira a leite” que eles são o futuro do Brasil. A curto prazo, numa visão de curto espectro, vejo que vida do presente melhorou nesses últimos oito anos [desde que eu era um guri na puberdade e me tornei adulto chato (odeio ser adulto _ seria síndrome de Peter Pan?)].

Domingo estaremos decidindo nosso presente, futuro a curto prazo e os alicerces para um futuro já não tão próximo, mas que que serão a base daqueles em que jogamos nos ombros a “responsa”:

- Ei crianças, vocês são o futuro do Brasil!!

Não só isso, quero ser um adulto num país melhor, que eu possa ver que meus pais, em alguns anos, curtirem uma velhice tranqüila. Não só isso, que o Brasil avance nos seus projetos sociais, bem ou mal havendo, pois antes não havia nenhum. Pela soberania nacional, pelo Brasil bem visto fora. Não se pode resolver os problemas do Brasil em quatro anos, visto os 500 anos de injustiça e a amplitude da cultura e território nacional, mas nesses próximos quatro anos se pode avançar e muito. Deve-se bater o pé firme, em posição contrária aos retrocessos.

Sábado de noite eu e outros brasileiros partiremos à Havana para votar na embaixada brasileira. Quanto aos demais eu não sei, mas eu vou de DILMA.

Saudações amigos, e me representem bem aí no Brasil.

Beijos a todas e abraços a todos!!

Hasta La vitoria, siempre...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

The bixo`s graduation (vol. 4)_ on parades – top list

The bixo`s graduation (vol. 4)_ on parades – top list

Então o táxi conduziu-nos até o local pré-estabelecido pela agenda do protocolo, confirmado antecipadamente pelos assessores de gabinete. Calma, isso é um blog, não um relatório... e eu não tenho assessoras, nem gabinete nem que dar satisfação prá ninguém em porcaria de relatório...

Desci da fubica, fiz a volta e ainda abri a porta pra Mari. Ela então me diz: “Zeca, classe, incorpora o personagem, já que tu tá de terno, sem chinelagem”. Aí eu disse: “Vai ser difícil”.

Eis que na entrada do salão encontramos a tal de Katiele e outros conhecidos... Bom, ainda tímidos, entramos no salão e buscamos uma mesa, e ficamos na mesa de umas amigas das gurias. Tchê, a recepção tava muito tri, gente legal e bonita, ambiente legal, comida boa e boa companhia. Bom, eu passei o tempo inteiro, rindo, pois perto estavam a Gabi e a Kati (se juntasse essas três criaturas na mesma turma não iria prestar...). Junto estava a Betina (sobrinha da Gabi), no colo da “tia chata” (entenda-se por Mari). Depois veio a sessão das fotos, até foto andando de “elefantinho” a gente tirou. Ainda veio a Gabriela Cardoso (se bobear ainda deve ser minha parente meio que de longe), com uma bandeira do Inter me cornetear – ninguém merece.

Festa, baile, boa música, risada e fotos, tirando as presepadas dos colorados... não, não, não... isso não... E depois a Tuane ainda ganha massagem no pé. E depois ainda segue a festa e a risada até... sei lá eu que horas!

(to be continued)

La graduación de los bixos_ La parte tercera

La graduación de los bixos_ La parte tercera

Então, estava eu, naquela semana em casa, no msn eu falava com os bixos e eles na correria da formatura. Nessa semana a tia Estér estava lá em casa. Bom, faltando um dia ou dois pra tal de colação, a mãe vem me dizer pra eu alugar um terno, mas pra que, se eu já tinha terno, mas ela me convenceu... (eu não gosto de usar terno). Em primeiro lugar não entendo nada de etiqueta, elegância, combinações e coisas do tipo (e nem pretendo) e de terno e gravata muito menos. Eu sou o xirú que usa uma roupa discreta e já!!! Ah, também não dava tempo de mandar algum alfaiate fazer um terno, ou encomendar um Armani [até parece... huahauhauha – a Muriel quando ver essa frase vai se mijar rindo – “desde quando o Zeca preocupado com terno”?]. Na falta de Armani, eu fiquei ‘armando’... Bom, já que eu estava no msn, comecei a encher o saco de minhas amigas, entre elas as fonoaudiólogas Cristine e Mari, pedindo palpite pro tal de terno. Bom, o que eu digo, se um dia algum xirú for alugar um terno, peça o palpite de uma fonoaudióloga, elas entendem de terno ( e se tu tiveres algum problema de dicção, elas já resolvem a parada no ato). Convidei a Mari pra ir comigo, mas ela não podia... mas eu segui os conselhos dela, mas não usei nada de cor-de-rosa. Era o dia da formatura, eu nem sabia onde alugava terno, então o velho meu pai me indicou um estabelecimento do ramo, ali perto de casa, eu não digo o nome da loja porque eles não me deram nem um pila, mas se eles derem, eu posso editar esse post e fazer um “merchan” – [pois é preciso manter esse blog no ar, e é preciso enxugar as finanças da revolução e as do meu “pai-trocínio”. Não é neoliberalismo da minha parte, é apenas abertura a uma economia mista, a revolução, quer dizer, eu de sócio majoritário, controlando os patrocinadores. BUSCO PATROCINADORES (nem relógio ‘trabaia’ de graça!!!)]

Ah sim, cheguei na tal de “locadora de terno”, ainda bem que eles não cobram por quilometragem, e os lançamentos são do mesmo preço do catálogo. Havia vários modelos, desde os risca-de giz ao estilo “Al Capone”, aos clarinhos “Roberto Carlos em especial de natal”. Desde os bregas estilo pornô chanchada anos 70 (tipo de bicheiro ou cafetão) até chamativos modelos “burguês emergente” ou “galã de dramalhão mexicano”. Quanta mão de obra pra arrendar uma fatiota. Eu quero um dia alugar um terno, que venha com um carro, um filme, e uma loira linda de salto alto, cinta liga, segurando uma garrafa de whiskey, em traje de gala, com silicone nos seios, botox ‘nas fuça’, tatuagem no lombo e piercing na língua e nos beiço (mas que descrição ‘sensível e lírica’, o cara que escreveu isso deve ser um gentleman ao estilo dedo destroncado, huahauhau) tudo no mesmo pacote. Capaz, to brincando, a loira pode vir sem vestido. Bom, agora evitando evasão ao tema, na “locadora de roupa” eu fui bem atendido, encontrei a Carol (bixo-formanda, agora graduada), na presença de seus pais, que me apresentou-os e eu felicitei-lhes pela conquista da filha. Ah, também estava o Léo (bixo-formando, agora graduado) alugando um traje. [Até parecia que era moda alugar traje, tchê, se seguir assim eu vou abrir uma imobiliária de trajes, em Santa Maria a especulação imobiliária dá dinheiro, especular imobiliária de terno parece um empreendimento de vanguarda, busco sócios, até já tenho um nome: “Fatiota & CIA”, especializadas em trajes, ultrajes, ternos, internos, externos, cisternas...]

Bom, eu cheguei em casa e estava o tio Ari, recém chegado de viagem. Bom, aí vesti uma fatiota (outra fatiota, porque a fatiota alugada era pro baile) e me fui pra colação... errei a rua umas três vezes, já atrasado e atarantado que nem cusco em procissão... Blz, cheguei ao local, era um hotel (não digo o nome do mesmo por motivos de merchan). Cheguei, o salão já estava lotado, e a cerimônia em andamento, e por sinal, muito bonita. Fiquei lá no finalzinho do salão, perto da porta, e aos poucos vendo figuras conhecidas!!! Algumas bixos me viram lá do palco, até expressaram uma cara assustada, agora não sei se pela minha feiúra ou por não esperar que eu viria de Cuba. Na finaleira, acabei conhecendo pessoalmente a Cristine [fonoaudióloga que entende de ternos e amiga da Rosana (Rosilda, bixo-formanda que agora já está gradudada)], a fonoaudióloga revolucionária, esquerdista e pró-Cuba. Altos papos sobre Cuba, ‘facurdadis’, saúde pública, associação José Martí e sobre a Rosana (pra não perder o costume de falar da vida alheia, hehehehe).

Acabou a cerimônia, encontrei o Elder, que era meu veterano. Depois encontrei a Franciele (de acordo com a turma que ela entrou na facul, seria minha “bisneta”, bixo dos bixos dos meus bixos), que junto com a Katiele, vive me aloprando – faz parte. Ah sim, também encontrei a Katiele e a Iara (que foi minha colega). Depois encontrei a Mari (outra fonoaudióloga que entende de ternos), que foi comigo cumprimentar os bixos-formandos e desde aquele momento já graduados! Saudade desse povo, há mais de dois anos e meio que não os via. Também encontrei professoras, tipo a Denise e a Grassele. Nesse meio tempo, a Mari me convidou pra dividir um táxi com ela, pra gente ir até a recepção da Gabi, Tuane e do Léo. Na saída do local, o carro da frente tava mosqueando, o taxista falou: “tinha que ser colorado”!!! Completamente de acordo!

La graduación de los bixos_ La parte tercera

La graduación de los bixos_ La parte tercera

Então, estava eu, naquela semana em casa, no msn eu falava com os bixos e eles na correria da formatura. Nessa semana a tia Estér estava lá em casa. Bom, faltando um dia ou dois pra tal de colação, a mãe vem me dizer pra eu alugar um terno, mas pra que, se eu já tinha terno, mas ela me convenceu... (eu não gosto de usar terno). Em primeiro lugar não entendo nada de etiqueta, elegância, combinações e coisas do tipo (e nem pretendo) e de terno e gravata muito menos. Eu sou o xirú que usa uma roupa discreta e já!!! Ah, também não dava tempo de mandar algum alfaiate fazer um terno, ou encomendar um Armani [até parece... huahauhauha – a Muriel quando ver essa frase vai se mijar rindo – “desde quando o Zeca preocupado com terno”?]. Na falta de Armani, eu fiquei ‘armando’... Bom, já que eu estava no msn, comecei a encher o saco de minhas amigas, entre elas as fonoaudiólogas Cristine e Mari, pedindo palpite pro tal de terno. Bom, o que eu digo, se um dia algum xirú for alugar um terno, peça o palpite de uma fonoaudióloga, elas entendem de terno ( e se tu tiveres algum problema de dicção, elas já resolvem a parada no ato). Convidei a Mari pra ir comigo, mas ela não podia... mas eu segui os conselhos dela, mas não usei nada de cor-de-rosa. Era o dia da formatura, eu nem sabia onde alugava terno, então o velho meu pai me indicou um estabelecimento do ramo, ali perto de casa, eu não digo o nome da loja porque eles não me deram nem um pila, mas se eles derem, eu posso editar esse post e fazer um “merchan” – [pois é preciso manter esse blog no ar, e é preciso enxugar as finanças da revolução e as do meu “pai-trocínio”. Não é neoliberalismo da minha parte, é apenas abertura a uma economia mista, a revolução, quer dizer, eu de sócio majoritário, controlando os patrocinadores. BUSCO PATROCINADORES (nem relógio ‘trabaia’ de graça!!!)]

Ah sim, cheguei na tal de “locadora de terno”, ainda bem que eles não cobram por quilometragem, e os lançamentos são do mesmo preço do catálogo. Havia vários modelos, desde os risca-de giz ao estilo “Al Capone”, aos clarinhos “Roberto Carlos em especial de natal”. Desde os bregas estilo pornô chanchada anos 70 (tipo de bicheiro ou cafetão) até chamativos modelos “burguês emergente” ou “galã de dramalhão mexicano”. Quanta mão de obra pra arrendar uma fatiota. Eu quero um dia alugar um terno, que venha com um carro, um filme, e uma loira linda de salto alto, cinta liga, segurando uma garrafa de whiskey, em traje de gala, com silicone nos seios, botox ‘nas fuça’, tatuagem no lombo e piercing na língua e nos beiço (mas que descrição ‘sensível e lírica’, o cara que escreveu isso deve ser um gentleman ao estilo dedo destroncado, huahauhau) tudo no mesmo pacote. Capaz, to brincando, a loira pode vir sem vestido. Bom, agora evitando evasão ao tema, na “locadora de roupa” eu fui bem atendido, encontrei a Carol (bixo-formanda, agora graduada), na presença de seus pais, que me apresentou-os e eu felicitei-lhes pela conquista da filha. Ah, também estava o Léo (bixo-formando, agora graduado) alugando um traje. [Até parecia que era moda alugar traje, tchê, se seguir assim eu vou abrir uma imobiliária de trajes, em Santa Maria a especulação imobiliária dá dinheiro, especular imobiliária de terno parece um empreendimento de vanguarda, busco sócios, até já tenho um nome: “Fatiota & CIA”, especializadas em trajes, ultrajes, ternos, internos, externos, cisternas...]

Bom, eu cheguei em casa e estava o tio Ari, recém chegado de viagem. Bom, aí vesti uma fatiota (outra fatiota, porque a fatiota alugada era pro baile) e me fui pra colação... errei a rua umas três vezes, já atrasado e atarantado que nem cusco em procissão... Blz, cheguei ao local, era um hotel (não digo o nome do mesmo por motivos de merchan). Cheguei, o salão já estava lotado, e a cerimônia em andamento, e por sinal, muito bonita. Fiquei lá no finalzinho do salão, perto da porta, e aos poucos vendo figuras conhecidas!!! Algumas bixos me viram lá do palco, até expressaram uma cara assustada, agora não sei se pela minha feiúra ou por não esperar que eu viria de Cuba. Na finaleira, acabei conhecendo pessoalmente a Cristine [fonoaudióloga que entende de ternos e amiga da Rosana (Rosilda, bixo-formanda que agora já está gradudada)], a fonoaudióloga revolucionária, esquerdista e pró-Cuba. Altos papos sobre Cuba, ‘facurdadis’, saúde pública, associação José Martí e sobre a Rosana (pra não perder o costume de falar da vida alheia, hehehehe).

Acabou a cerimônia, encontrei o Elder, que era meu veterano. Depois encontrei a Franciele (de acordo com a turma que ela entrou na facul, seria minha “bisneta”, bixo dos bixos dos meus bixos), que junto com a Katiele, vive me aloprando – faz parte. Ah sim, também encontrei a Katiele e a Iara (que foi minha colega). Depois encontrei a Mari (outra fonoaudióloga que entende de ternos), que foi comigo cumprimentar os bixos-formandos e desde aquele momento já graduados! Saudade desse povo, há mais de dois anos e meio que não os via. Também encontrei professoras, tipo a Denise e a Grassele. Nesse meio tempo, a Mari me convidou pra dividir um táxi com ela, pra gente ir até a recepção da Gabi, Tuane e do Léo. Na saída do local, o carro da frente tava mosqueando, o taxista falou: “tinha que ser colorado”!!! Completamente de acordo!

Causo antigo


Causo antigo

Pois é, esses tempos no MSN conversando com o meu véio pai, ele me contando que queriam aumentar o preço da passagem do busão em Santa Maria, e que a gurizada ocupou a reunião do conselho municipal de transportes como protesto e tal. Logo depois de uns dias, a Paola me enviou um e-mail contando que os burgueses fedorentos da ATU (Associação dos Transportadores Urbanos), juntamente com o fétido prefeito municipal conseguiram aumentar o preço da passagem.

Era ano de 2006, meses de abril ou maio... Em 2005 a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve um longo período de greve, então houve um atraso no calendário letivo, sendo que nessa época era finaleira de semestree que por isso já haviam poucos estudantes na cidade (comparando em proporções e visto que a maioria dos estudantes universitários são de fora de Santa Maria). Eu recém havia passado no vestibular, o Yuri também. O problema é que o ATU marca essas reuniões para votar o aumento do preço do vale-transporte com o Conselho Municipal de Transportes justo na época em que há poucos universitários. Sim, havia, poucos mas havia, meia dúzia de “gatos pingados”, porque alguém tinha de oferecer resistência, hehehehe. Geralmente mobilizações à tardinha na praça Saldanha Marinho, nós da União da Juventude Socialista (UJS _ o Élvio, Alceu, Rafael Kapron, Matias, Mary, Yuri e eu); a galera do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFSM (entre elas a Fernanda, da Enfermagem) e o pessoal da UERC (União dos Estudantes da Região Central do Rio Grande do Sul, entre eles o Tiuike).

Era época também de mobilização dos professores da rede estadual de ensino (CEPERS), pois o governo do Germano Rigotto (do PMDB, e teve a cara de pau de se postular a senador em 2010) não estava interessado em melhorias salariais da categoria. Pois a galera do CEPERS estava também mobilizada no centro da cidade, meio que “unificamos a luta” e caminhamos juntos por alguns lugares da cidade, como o calçadão, na hora do rush hehehe. Bah, teve um momento em que fomos ao “paradão” da avenida Rio Branco, próximo à esquina com a Venâncio Aires. Bom, ali nós impedíamos a passagem do transito por breves momentos (sim, por breves momentos, pois os trabalhadores estavam cansados e queriam voltar pra casa) , para chamar a atenção da população sobre a putaria que vinha acontecendo na cidade. Sempre que avnçávamos a faixa de segurança tínhamos uma companhia canina, sim, a famossa cadela Gorda do calçadão, que enquanto a gente gritava, ela latia, hehehe. Entrávamos nos ônibus, distribuíamos panfletos aos passageiros e alguém fazia uma breve intervenção, alguns motoristas não gostavam. Também nas paradas de ônibus das imediações, distribuíamos panfletos, incluindo nossas propostas para a melhoria do transporte coletivo na cidade, entre elas a estatização das empresas de ônibus. Sempre buscávamos um diálogo com as pessoas nas paradas de ônibus, as quais, ao tomar conhecimento da luta, nos apoiavam.

A reunião do conselho seria no outro dia de manhã cedo, na Casa da Cultura, na praça Saldanha Marinho. Religiosamente estávamos lá. Religiosamente estávamos lá, de manhã, e estava frio... [O curioso, é que no mesmo dia, havia uma passeata reacionária pela rua do Acampamento, tal de um movimento “reage Brasil”... deixa quieto... não vou falar nada aqui no blog, pois não se gasta vela com mau santo]. Ah, além dos movimentos estudantis descritos alguns parágrafos acima, estava o pessoal do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). Um professor de economia da UFSM comprovou com cálculos e planilha, que o preço que estava na época, se podia muito bem continuar e manter os lucros, e ainda seriam mantidos com preços mais baixos. Nessa mesma reunião, nós invadimos a sala!!!! Vitória nossa, o professor comprovou o cálculo e nós fizemos a pressão popular. Mas como, se não me engano o Prestes dizia, “que cada vitória deve ser considerada meia vitória” (se eu estiver equivocado, peço, por favor, que me corrijam). Estávamos meio desconfiados com o cara da União Santamariense de Estudantes (USE), que em outros conselhos, o cara já havia votado a favor do aumento do preço, indo totalmente em contra os interesses da categoria, eita pelego!!!

Bom, nessa batalha, a verdade derrotou os fedorentos do ATU. Sei que depois a gente ficou ali na praça, e logo depois saíam daquele edifício os mesmo burgueses fedorentos, inclusive alguns donos de algumas das empresas (não vou citar nomes, ainda!). Eles nos olhavam com meio que uma cara não sei se de raiva ou sarcasmo... e alguém gritou:

- Teus dias estão contados!!!

E um companheiro meu:

- Isso, vão embora, seus burgueses fedidos!!!

Bah, tenho saudade dessa época!!! Como gostaria de estar em Santa Maria, ainda na luta. Tenho poucas noções de como está a atual conjuntura da cidade, da universidade e do moimento estudantil!!! Pra aqueles que estão em Santa Maria, êxito na luta!!!