quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dica de LIVRO

Dica de Livro

Camagüey, CUBA, 16 de novembro de 2011

Pois, é, aqui sou eu de novo, incomodando e enchendo o saco do povo, mas agora é o seguinte, é algo legal, é uma dica de livro, digamos, algo mais voltado pra galera que estuda/ trabalha/ atua na área da saúde, mas também por interatuar com história, ciências sociais e etc. Bom, antes de vir pra Cuba de novo, meu primo Duda Naysinger me presenteou com um livro chamado “História da medicina”, de Willian Bynum, faz parte da coleção da “L&PM POCKET”. Muito bom livro, aborda temas cruciais, também fala de Florence Nightingale, precursora da enfermagem moderna. Fala também das grandes epidemias que assolaram a humanidade. A abordagem, por ser um tanto quanto generalista não é profunda, mas vale a pena essa leitura. O que também achei interessante foi relatar os trabalhos de Doll e Hill, sobre medicina e estilo de vida, sobre conexões entre tabaco e doenças, especificamente câncer de pulmão (coisa que em mil oitocentos e cacetada a escritora estadunidense, Ellen G. White, já mencionava o caráter nada saudável sobre hábitos tabagistas (Interessante: quem quiser buscar artigos de Ellen White relacionados a saúde, boa alimentação, estilo de vida, vale a pena).
Pode-se observar as intervenções que ligam o capitalismo e os lucros com a manutenção de certos processos de morbidade, mas enfim, como disse, não aprofunda a análise e também não dá muito o nome aos bois de específicos rebanhos. Mas enfim, é um bom livro.

domingo, 13 de novembro de 2011

A Camila e o Fernandinho

Camagüey, CUBA, 13 de novembro de 2011

Certa feita as pessoas lembravam do Fernandinho e da Camila, uns “aborrescentes” de seus mais ou menos 17 ou 18 anos, coisa que não fugia dessa faixa. Pois bem, amigos, um tanto quanto “porra loca” para suas idades, com muitas coisas em comum, gostos, percepções, ideais e aquela vontade louca de conhecer o mundão. Altos papos filosóficos e por aí a coisa ia se desfiando, desde chimarrão, churrasco, rock gaúcho, Janis Joplin, discos de vinil, e canções do Mano Lima. Depois do rápido contato real, eram encontros cada vez mais raros através da “highway da super-informação” (como diz aquela música dos “Engenheiros do Hawaii”. Cada qual com seus causos da vida, e a vida nos causos, apesar da distância e carinho, causos verdadeiros. Certa feita o Fernandinho tinha dito que havia algo no ar, mas um tanto quanto abstrato, e era ainda mais bonito por ser abstrato.
Cada qual com seus ideais, utopias e aspirações, muitas convergiam, outras divergiam. Entre elas, pelo menos duas em comum... Ela seguiu uma utopia, ele seguiu outra... quer dizer, não é que ele seguiu outra, ele queria seguir aquela “uma” também, mas eu prefiro acreditar que ele adiou um pouco, não se sabe por quanto tempo, mas ele adiou!! Ela também, ela seguiu a uma, mas sempre demonstrou interesse e inclinação para a “outra”, talvez o Fernandinho prefira pensar que Camila também adiou essa utopia chamada “outra”. Talvez chegue o dia em que ambos, nesse aspecto filosófico-prático-ideal e real (por que não?) estejam próximos, bem próximos, ambos com uma e com a outra aspiração sendo real, e inspirando esses dois loucos personagens.
Em uma ocasião tiveram a idéia de viajar com uma mochila (ou mala de garupa) no lombo, um saco de dormir e uma barraquinha de carona, cruzando litoral, serra, fronteira e outras bandas, escrever um diário de bordo e aprender muito com isso. Também se plantou a semente da ambição de estender essa viagem e cometer essa façanha a nível de América-Latina... mas aquela coisa, nunca deu... cada qual com seus problemas, suas vidas e as supostas soluções de seus “perros” problemas.
Hoje Fernandinho, tem um hobby, olhar coisas mais ou menos do gênero “realismo fantástico”, assim ele assiste os tele-jornais, mas como ele é cético, e já disse, “realismo fantástico”. Um dos hobbies é olhar tele-jornais nas férias. Bom, eu não sei, dizem que além de tudo, uma das coisas que Camila curte, além de rock´n´roll, são questões ligadas a América Latina e cosas sobre saúde!! Agora se ela é cética com isso... só se perguntarmos a ela.
Por outro lado, creio que ambos viram quem 100% das veredas que escolheram tomar em determinado ponto na viagem, cada qual com suas decepções e ver que as idéias e as suas práticas estão longe de serem totalmente perfeitas. E ainda assim, cada qual tem a profunda e sincera crença, que mesmo com os defeitos humanos embutidos, suas idéias são as mais corretas possíveis, isso eu admiro nos dois!!! Quero comemorar com os dois, no dia em que esses caminhos se cruzarem de novo...


PS.: qualquer semelhança com a coincidência, é pura realidade (assim já dizia o grupo uruguaio de murga “Agarrate Catalina”)

A Camila e o Fernandinho

Camagüey, CUBA, 13 de novembro de 2011

Certa feita as pessoas lembravam do Fernandinho e da Camila, uns “aborrescentes” de seus mais ou menos 17 ou 18 anos, coisa que não fugia dessa faixa. Pois bem, amigos, um tanto quanto “porra loca” para suas idades, com muitas coisas em comum, gostos, percepções, ideais e aquela vontade louca de conhecer o mundão. Altos papos filosóficos e por aí a coisa ia se desfiando, desde chimarrão, churrasco, rock gaúcho, Janis Joplin, discos de vinil, e canções do Mano Lima. Depois do rápido contato real, eram encontros cada vez mais raros através da “highway da super-informação” (como diz aquela música dos “Engenheiros do Hawaii”. Cada qual com seus causos da vida, e a vida nos causos, apesar da distância e carinho, causos verdadeiros. Certa feita o Fernandinho tinha dito que havia algo no ar, mas um tanto quanto abstrato, e era ainda mais bonito por ser abstrato.
Cada qual com seus ideais, utopias e aspirações, muitas convergiam, outras divergiam. Entre elas, pelo menos duas em comum... Ela seguiu uma utopia, ele seguiu outra... quer dizer, não é que ele seguiu outra, ele queria seguir aquela “uma” também, mas eu prefiro acreditar que ele adiou um pouco, não se sabe por quanto tempo, mas ele adiou!! Ela também, ela seguiu a uma, mas sempre demonstrou interesse e inclinação para a “outra”, talvez o Fernandinho prefira pensar que Camila também adiou essa utopia chamada “outra”. Talvez chegue o dia em que ambos, nesse aspecto filosófico-prático-ideal e real (por que não?) estejam próximos, bem próximos, ambos com uma e com a outra aspiração sendo real, e inspirando esses dois loucos personagens.
Em uma ocasião tiveram a idéia de viajar com uma mochila (ou mala de garupa) no lombo, um saco de dormir e uma barraquinha de carona, cruzando litoral, serra, fronteira e outras bandas, escrever um diário de bordo e aprender muito com isso. Também se plantou a semente da ambição de estender essa viagem e cometer essa façanha a nível de América-Latina... mas aquela coisa, nunca deu... cada qual com seus problemas, suas vidas e as supostas soluções de seus “perros” problemas.
Hoje Fernandinho, tem um hobby, olhar coisas mais ou menos do gênero “realismo fantástico”, assim ele assiste os tele-jornais, mas como ele é cético, e já disse, “realismo fantástico”. Um dos hobbies é olhar tele-jornais nas férias. Bom, eu não sei, dizem que além de tudo, uma das coisas que Camila curte, além de rock´n´roll, são questões ligadas a América Latina e cosas sobre saúde!! Agora se ela é cética com isso... só se perguntarmos a ela.
Por outro lado, creio que ambos viram quem 100% das veredas que escolheram tomar em determinado ponto na viagem, cada qual com suas decepções e ver que as idéias e as suas práticas estão longe de serem totalmente perfeitas. E ainda assim, cada qual tem a profunda e sincera crença, que mesmo com os defeitos humanos embutidos, suas idéias são as mais corretas possíveis, isso eu admiro nos dois!!! Quero comemorar com os dois, no dia em que esses caminhos se cruzarem de novo...


PS.: qualquer semelhança com a coincidência, é pura realidade (assim já dizia o grupo uruguaio de murga “Agarrate Catalina”)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A gauchada jantando fora

A gauchada jantando fora
Camagüey, CUBA, 30 de outubro de 2011

Então, indiana macanuda... Bah, ficou combinado que ontem iríamos juntar o povo e jantar fora. Bueno, da indiada daqui, éramos eu, o Alemão de Parobé, o Lucas de Parobé, o Marcéu de Porto Alegre, A Riana de Porto Alegre, a Giovana (de Porto Alegre), a Luciana (de Minas Gerais), o Fúlvio (da Colômbia), a Joana (de Getúlio Vargas), o Simon (do Pará) e a Paula (do Uruguay).
Bom, primeiro nos reunimos em frente a casa do Marcéu e depois fomos à “plaza Del Gallo”, bem no centro da cidade, pra esperar parte do povo. Bom, depois de toda a tropa reunida, fomos ao “La Bigornia”, tipo um restaurante que em sábado de noite tem música ao vivo, tocam jazz e MPB (sim, músicos cubanos tocando MPB, de fato). Ah, sim, os bom momentos com essa galera são coisas impares.
A gente deu muita risada, mas a pior de todas, foi quando a vocalista La da banda ia tocar uma bossa-nova, não me lembro que canção... bom, ela anunciou que quem soubesse era pra ir lá cantar com ela. Bom, então ficamos botando pilha no Marcéu, que é o nosso cantor oficial, a vocalista percebeu e se aproximou dele, mas ele alegou não saber a letra. Eis que então a indiada começou a botar pilha em mim... A vocalista (que por sinal era gata) se aproximou de mim com o microfone, a gurizada duvidou então eu comecei a cantar os primeiros versos do “Canto alegretense”. Todo mundo deu risada, inclusive a vocalista. Bueno, entonces voltamos cedo pra casa, pois a indiada do sexto ano teria que levantar tri cedo no domingo pra poder tirar umas fotos pra formatura.
Acho que era isso.
Besos a todas y abrazos a todos

A gauchada jantando fora

A gauchada jantando fora
Camagüey, CUBA, 30 de outubro de 2011

Então, indiana macanuda... Bah, ficou combinado que ontem iríamos juntar o povo e jantar fora. Bueno, da indiada daqui, éramos eu, o Alemão de Parobé, o Lucas de Parobé, o Marcéu de Porto Alegre, A Riana de Porto Alegre, a Giovana (de Porto Alegre), a Luciana (de Minas Gerais), o Fúlvio (da Colômbia), a Joana (de Getúlio Vargas), o Simon (do Pará) e a Paula (do Uruguay).
Bom, primeiro nos reunimos em frente a casa do Marcéu e depois fomos à “plaza Del Gallo”, bem no centro da cidade, pra esperar parte do povo. Bom, depois de toda a tropa reunida, fomos ao “La Bigornia”, tipo um restaurante que em sábado de noite tem música ao vivo, tocam jazz e MPB (sim, músicos cubanos tocando MPB, de fato). Ah, sim, os bom momentos com essa galera são coisas impares.
A gente deu muita risada, mas a pior de todas, foi quando a vocalista La da banda ia tocar uma bossa-nova, não me lembro que canção... bom, ela anunciou que quem soubesse era pra ir lá cantar com ela. Bom, então ficamos botando pilha no Marcéu, que é o nosso cantor oficial, a vocalista percebeu e se aproximou dele, mas ele alegou não saber a letra. Eis que então a indiada começou a botar pilha em mim... A vocalista (que por sinal era gata) se aproximou de mim com o microfone, a gurizada duvidou então eu comecei a cantar os primeiros versos do “Canto alegretense”. Todo mundo deu risada, inclusive a vocalista. Bueno, entonces voltamos cedo pra casa, pois a indiada do sexto ano teria que levantar tri cedo no domingo pra poder tirar umas fotos pra formatura.
Acho que era isso.
Besos a todas y abrazos a todos

El exílio

Camagüey, CUBA, 27 octubre de 2011

Chegou a data da partida ao exílio. Uma nova realidade, uma nova querência... Era tempo de recomeçar uma nova vida. Não se poderia esquecer o passado, mas era tempo de superar velhos traumas e provar novos; época de cometer erros inéditos para si mesmo; cometer novos pecados para que Deus lhe concedesse novos perdões. Um novo exílio em todos os sentidos. Coração e corpo já feridos por injustiças da vida e do sistema, mas isso faz parte da existência de cada um, hay que probarselas. Um exílio para curar velhas feridas e abrir novas!!! Um exílio em um copo e depois em um belo par de pernas, considerando este último, no hay exílio mejor.
Depois de pisar em terra firme, era hora de reconhecimento de área, tal qual uma criança vai experimentando o mundo ao seu redor, e também hora de receber boas vindas no exílio. Boas vindas sem propagandas e proselitismo, apenas um convite em sacar próprias conclusões evitando análises superficiais. Ainda na excitação (no bom sentido, ao menos por enquanto...) de elevados ideais e “inabaláveis” (????) princípios ideológicos. Muitas vezes é possível compartilhar um chimarrão com conterrâneos pra lembrar o sabor do pago, contar histórias e causos da nossa terra. O tempo e suas malditas facetas, às vezes atuando como vilão, outras como o nobre “mocinho”, horas como um parceiro que abrevia a si mesmo para que cheguem tuas férias, outras como um carrasco em que se faz expandir a sensação de sofrimento. Outros momentos ele vem como um juiz revelador, esclarecendo muitas coisas.
Pero a mí me gusta más el exilio en el exilio... un exilio que espera más de tres años, sin proselitismo, ni discursos decorados embasados en cualquier tipo de dogma. A mí me vale más el exilio en el cuerpo de ella, una mutua protección que celebra valores de sincera amistad!!! Si, el exilio por todo lo que uno ha sufrido por sostener elevados sentimientos e ideas!!! Carpe diem, carpe nocten. Un exilio no tan profundo como un tatuaje, pero tan representativo cuanto una. No específicamente un exilio, sino. O mejor, además de exilio, un refugio recíproco.

El exílio

Camagüey, CUBA, 27 octubre de 2011

Chegou a data da partida ao exílio. Uma nova realidade, uma nova querência... Era tempo de recomeçar uma nova vida. Não se poderia esquecer o passado, mas era tempo de superar velhos traumas e provar novos; época de cometer erros inéditos para si mesmo; cometer novos pecados para que Deus lhe concedesse novos perdões. Um novo exílio em todos os sentidos. Coração e corpo já feridos por injustiças da vida e do sistema, mas isso faz parte da existência de cada um, hay que probarselas. Um exílio para curar velhas feridas e abrir novas!!! Um exílio em um copo e depois em um belo par de pernas, considerando este último, no hay exílio mejor.
Depois de pisar em terra firme, era hora de reconhecimento de área, tal qual uma criança vai experimentando o mundo ao seu redor, e também hora de receber boas vindas no exílio. Boas vindas sem propagandas e proselitismo, apenas um convite em sacar próprias conclusões evitando análises superficiais. Ainda na excitação (no bom sentido, ao menos por enquanto...) de elevados ideais e “inabaláveis” (????) princípios ideológicos. Muitas vezes é possível compartilhar um chimarrão com conterrâneos pra lembrar o sabor do pago, contar histórias e causos da nossa terra. O tempo e suas malditas facetas, às vezes atuando como vilão, outras como o nobre “mocinho”, horas como um parceiro que abrevia a si mesmo para que cheguem tuas férias, outras como um carrasco em que se faz expandir a sensação de sofrimento. Outros momentos ele vem como um juiz revelador, esclarecendo muitas coisas.
Pero a mí me gusta más el exilio en el exilio... un exilio que espera más de tres años, sin proselitismo, ni discursos decorados embasados en cualquier tipo de dogma. A mí me vale más el exilio en el cuerpo de ella, una mutua protección que celebra valores de sincera amistad!!! Si, el exilio por todo lo que uno ha sufrido por sostener elevados sentimientos e ideas!!! Carpe diem, carpe nocten. Un exilio no tan profundo como un tatuaje, pero tan representativo cuanto una. No específicamente un exilio, sino. O mejor, además de exilio, un refugio recíproco.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

a fuga

Camagüey, CUBA, 10 de julho de 2011
23:50

A fuga

Enquanto se estuda lúpus, recuerdo de um diálogo... uma conversa doida, sem pé, nem cabeça (até parece, novidade, né? Uahauhaua)?
Plano de fuga? Ah sim como..? ah sim vamos uma fuga pela churrasqueira!!
Sim, vamos fugir pela churrasqueira da área de serviço... uma leva o chimarrão, o outro leva “la guitarra” e a gaita de boca... ah, sim, um pala para las noches de frío, hehehe!!! Sim tomar mate por aí, por Santa Maria, por esse mundão afora, com música, causos e risadas!!!

em um vestibular maldito

Camagüey, CUBA, 28 de junho de 2011

Eita vestibular maldito, o primeiro de muitos, ainda mais pra quem cai de pára-quedas... 16 e também 17 anos ... eita transição maldita!!!
Sim, lógico, tudo certo, canetas, lápis, el sacapuntas, documento com foto!!! Ah, si, no se puede olvidar el sacapuntas!!! O aprendizado maldito, pois a primeira vez não é esquecida, ao menos dizem, né!!! Vestibular que não foi o que era para ter sido, o otimismo nos faz acreditar que o será no futuro!!!! Sem mais encontros físicos, somente bola na trave, telepatia fucking cibernética, pois algo deve ser chamado comunicação, ou será!!!! Época de rock´n´roll, pois sempre é época de rock´n´roll !!! Lembrar do show que era para ter sido e não foi (ainda, assim eu creio), Nem que no futuro seja um breve e maduro show acústico, só com novas experiencias de releitura, re-interpretação, em uma nova e inédita performance.
Vestibular pra utopia, mas essa que um segue, o outro adia um pouco.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ficando Velho

Ficando velho


Camagüey, CUBA, 5 de junho de 2011

Pois é vejo que vou ficando velho... por “n” motivos, mas quando ultimamante tu estás ao tempo de ver filhos de amigos teus nascerem!! Noite de 18 de abril de 2011, havia estado na rua resolvendo assuntos pendentes ( e será que foram resolvidos?), cheguei tarde em casa. Logo depois recebi uma mensagem no celular, era uma mensagem que vinha do Brasil, era da Muri da fisio, já era mais de uma da manha do dia 19. Resumindo: “Nasceu a Betina!bj!” Aguns dias depois eu vi as fotos por internet.
segunda-feira, era dia 30 de maio de 2011, era mais ou menos uma da tarde, eu havia chegado da aula, por sorte, naquela tarde não haveria aula de inglês. Eu já havia deitado pra dar uma boa sesteada. Eis que recebo uma mensagem no celular: “O Camilo vai nascer daqui a pouco”, resumindo. Era uma mensagem do Lucas (gaucho de Parobé, e mora a umas duas quadras daqui de casa). Fui pra casa dele, logo depois, os demais chegaram, o Alemão (de Parobé); o Marcéu (Porto Alegre) e o Nélson (DF). É assim, a Andréia (namorada do Lucas) estava em Brasília com a família , e no domingo começou a entrar em trabalho de parto. O Marcéu e o Lucas estavam vindo de Havana quando souberam do ocorrido. Ok, o Alemão, quando chegou, disse pela janela: “Eu trouxe ouro, mirra e incenso para a criança”. Huahuahua, todos riram. Então alguém disse: “Pois então aguarde, estamos preparando a manjedoura”. Huhhauah, tb riram da piadinha maldita.
Ok, depois de mil e uma tentativas de contato com Brasília e Parobé. Uma comunicação telefônica cheia de ruídos, confirmou-se, a Andréia deu a luz ao camilo. Viva!!! Estouramos duas sidras e fumamos charuto pra comemorar. Parabens ao Lucas e a Andréia, que Deus abençoe os 3.
Seguimos conversando, contando causos e tocando violão. Já era de tardezinha, o pai do Lucas conseguiu telefonar [lembrem-se, Cuba sofre um bloqueio econômico-financeiro e comercial por parte dos EUA, isso afeta inúmeras coisas, entre elas a comunicação. Muitas vezes se torna difícil conseguir uma ligação do Brasil para Cuba (e vice-versa). Não somente pelas taifas, mas de entrar uma chamada, e quando entra, que tenha qualidade, uma chamada limpa, sem ruídos e sem inteferencias e sem caír a ligação, essas condições são até mais utópicas que o próprio socialismo]. Pois bem, não vamos tangenciar. Onde parei? Ah, sim, quando o Lucas recebeu uma ligação do pai dele. Pois é, estávamos nesse momento entre conversas, risadas, chimarrão e violão. Imaginem, dois gringos falando ao telefone (lá no RS, aos descendentes de italianos nós chamamos de “gringo”), era quase um “gritedo”. Aí eu peguei o violão e comecei a tocar a “Tarantela”, aí os guris começaram a rir e o Nélson começou a dançar a tal de tarantela no meio da sala e depois ele começou a cantar aquela musiquinha do filme “O Quatrilho” (...mérica, mérica, mérica....ou algo do tipo), o que todos riram!!!

Depois eram aquelas conversas, sobre o que será feito quando o guri tiver uns 15 anos, 13 ou 18. A Andréia nasceu no Ceará. Pois bem, o início do trabalho de parto foi no dia em que o Grêmio ganhou do Atlético Parananense (em Curitiba) e que o Ceará ganhou do Inter (em Porto Alegre). Esse guri nasceu bem, mais um amigo meu de minha idade se tornando pai. Mais um gaúcho parido, que seja bem vindo à vida, bem vido ao mundo e breve vai ser muito bem vindo ao Rio Grande, né tchê.
É, por essas e outras que digo que estamos ficando velhos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cuba reafirma na ONU sua posição frente ao terrorismo


Um texto titulado "A posição de Cuba frente ao terrorismo", que condena esse fenômeno em todas as suas formas e manifestações, começou a circular hoje como documento oficial das Nações Unidas.

O material denuncia toda ação que tenha por objeto alentar, apoiar, financiar ou encobrir qualquer ato, método ou prática terrorista.

"O território de Cuba nunca foi nem será jamais utilizado para organizar, financiar ou executar atos terroristas contra nenhum país, incluindo os Estados Unidos", agrega.

Mais adiante, detalha as medidas legislativas e de diferentes naturezas adotadas para prevenir e reprimir os atos e atividades terroristas e as relacionadas direta ou indiretamente com elas.

O texto, distribuído como documento da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, assinala que o Estado cubano é parte dos 13 convênios internacionais existentes na matéria e cumpre as resoluções do Conselho de Segurança.

Igualmente, reitera a disposição da Ilha a cooperar com todos os Estados nesta esfera e pontua que "neste espírito, Cuba tem cooperado, inclusive ativamente, com o governo dos Estados Unidos".

O documento explica que em novembro e dezembro de 2001 e março de 2002 Cuba propôs às autoridades norte-americanas um projeto de programa de cooperação bilateral para combater o terrorismo e que reiterou essa disposição em julho de 2009, fevereiro e junho de 2010 e janeiro de 2011.

Também se recorda no texto que Cuba foi um dos primeiros países que condenou os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, ofereceu assistência médica e humanitária às vítimas e colocou à disposição seu espaço aéreo e aeroportos para receber aviões de passageiros que voavam para o território norte-americano.

Destaca-se a revelação de que as autoridades cubanas entregaram ao governo estadunidense abundante informação sobre atos terroristas contra Cuba, os quais custaram a vida a 3.478 pessoas e causaram mutilações a 2.099 desde 1959.

"Muitas dessas ações foram organizadas, financiadas e executadas a partir do território dos Estados Unidos", sublinha.

O texto traz a denúncia de que os sucessivos governos estadunidenses acolheram em seu território centenas de delinquentes, assassinos e terroristas, ignorando as numerosas solicitações formais de devolução apresentadas por Cuba.

Muitos desses indivíduos ainda vivem livremente nesse país, inclusive depois de estarem implicados em novos atos terroristas contra cidadãos e interesses dos Estados Unidos, Cuba e outras nações, acrescenta.

A esse respeito, o documento cita a explosão de um avião cubano de passageiros em 1976, com saldo de 73 mortos, e assinala que Orlando Bosch, um dos autores desse ataque, morreu tranquilamente em Miami, onde viveu em total liberdade e impunidade com o perdão concedido pelo ex-presidente George W. Bush.

O texto traz também a denúncia de que Luís Posada Carriles, o outro responsável por esse crime, recebe um trato similar e nunca foi acusado nem julgado nos Estados Unidos por esse fato, nem como autor intelectual dos atentados a bomba perpetrados em 1997 contra hotéis cubanos e que causaram a morte do italiano Fabio Di Celmo.

"Pelo contrário, Posada acaba de ser escandalosamente absolvido depois de uma farsa de julgamento na qual se confrontou apenas com as acusações de mentir às autoridades migratórias norte-americanas sobre sua entrada ilegal nos Estados Unidos em 2005", sublinha o texto.

O documento insta os Estados Unidos a ser consequente com seu declarado compromisso com a luta frente ao terrorismo e a atuar sem dupla moral em relação àqueles que, a partir do território norte-americano, perpetraram atos terroristas contra Cuba.

Ao mesmo tempo, o exorta a "libertar os Cinco Heróis cubanos injustamente presos nesse país por proteger Cuba do terrorismo e defender a integridade de cidadãos dos Estados Unidos e de outros países".

Trata-se de Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino e René González, presos desde 1998 em cárceres dos Estados Unidos.

Prensa Latina

cobranças

Camagüey, CUBA, 31 de maio de 2011

18:36

Muita gente pensa que demonstrar sentimentos é tomar atitudes megalomaníacas, em contra partida, esperar uma retribuição do mesmo ato, muitas vezes em tom de cobrança. Creio que muitos seres humanos não são apreciadores de combranças de sentimento! Admiro quem não cobra sentimentos.

Certa feita, conheci uma guria, ela não cobrava sentimentos. Uma vez um cara estava indo embora da cidade. Chegou a data, era o momento de partir, o tal dia já havia escurecido, a chuva caía torrencialmente e era inverno.O tempo não passava na estação de ônibus, e logo depois, para despedir-se desse cara, chega a guria, junto com sua amiga, ambas encharcardas. Ele não cobrou nada dela, ela não cobrou nada dele. O que compartilhavam era um carinho especial. Não gosto de especular, nem fantasiar nada, mas foi o quê esse cara me disse. Ela não ligava para a chuva, simplesmente lhe ocorreu essa idéia, de efrentar a chuva e ir à estação. Outra lição importante é de amizade, ainda que a simples vista, a idéia parecesse insana, a amiga dessa guria topou, e acompanhou-a na sua loucura - pra isso são os verdadeiros amigos.

Admiro essa guria, sua amiga, seu sentimento de carinho e principalmente sua capacidade de demonstrar esse carinho sem exigir nada em troca. Isso, sim, eu valorizo.

Camagüey, CUBA, 31 de maio de 2011.

19:25

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cuba faz declaração sobre provocação dos Estados Unidos

Cuba faz declaração sobre provocação dos Estados Unidos

Na última quinta-feira (13) altos funcionários estadunidenses que se encontravam em Havana para conversações oficiais com o governo cubano sobre temas migratórios reuniram-se com um grupo de mercenários. O governo cubano protestou através de nota oficial. Leia a íntegra

Em 13 de janeiro de 2011, aproveitando a visita que realizaram a Cuba, para participar na rodada de conversações migratórias, a chefe da delegação norte-americana, Roberta Jacobson, subsecretária assistente principal para assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, acompanhada pela subsecretária assistente para a América Central, Caribe e Cuba, Julissa Reynoso, o chefe do Escritório de Assuntos Cubanos, Peter Brennan e o chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana, Jonathan Farrar, se reuniram com um grupo de mercenários, cujas atividades contra a ordem constitucional cubana são dirigidas e financiadas pelo governo dos Estados Unidos.

Antes da realização da rodada migratória, o Ministério das Relações Exteriores apresentou claramente aos representantes do governo dos Estados Unidos seu rechaço a qualquer intento de utilizar esta visita de caráter oficial a Cuba para realizar atividades ofensivas e desrespeitosas para com nosso país.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba denuncia esta provocação aberta de altos funcionários do Departamento de Estado, que constitui uma violação flagrante dos princípios e das normas internacionais que regem as relações entre os Estados e uma ofensa a nosso povo que por mais de 50 anos tem enfrentado a política de hostilidade e bloqueio do governo dos Estados Unidos. Esta ação confirma uma vez mais que não há mudanças na política de subversão e ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos de Cuba e que sua prioridade continua sendo alentar a contrarrevolução interna e promover atividades de desestabilização, enquanto simultaneamente recrudesce o bloqueio e a perseguição das transações comerciais e financeiras cubanas em todo o mundo.

O Ministério das Relações Exteriores, ao reiterar a disposição já manifestada pelo governo cubano de manter um diálogo respeitoso sobre qualquer tema com o governo norte-americano, sempre que este seja entre iguais, sem menoscabo à independência, soberania e autodeterminação de nosso país, ratifica que não tolerará ingerência alguma dos Estados Unidos nos assuntos internos de Cuba e utilizará todos os mecanismos políticos e legais a seu alcance para enfrentá-la.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba

Fonte: Prensa Latina

Sábadis passadis

Sábadis passadis

“Indiada véia, que tem o coração sofrido

Como diria o Pedro Ortaça

“Não é Bailanta do Tibúrcio

Mas é um fato ‘assucedido’”

A gauchada e Camagüey dá risada

e percanta ‘despos’ do baile

se le apetece levantar o vestido...”

Camagüey, 15 de janeiro de 2011 – CUBA

Bueno, indiada, é o seguinte, o causo foi sábado passado. Eu estava voltando pra minha casa, devia ser umas oito e meia das “night”, eis que passo pela praça Agramonte, e bem em frente está situado El Café Ciudad. Eis que dentro del Café Ciudad eu avisto a gauchada reunida. E do nada, o Lucas (Parobé) ergue a mão naquele jeito de cumprimentar ‘la nas grota’ e larga um: up!! [esse UP é uma saudação muito utilizada no interior do Rio Grande do Sul, principalmente em áreas rurais, geralmente são os ‘veiaredo’ que se cumprimentam assim. Na verdade é difícil de reproduzir graficamente]. E depois meio que larga um:

- Te aprochega, vivente!!!

Entro no café, a indiada reunida, o Lucas e a Andréia (que nessa semana iria ao Brasil). O Roberto e sua namorada cubana (que nunca me lembro o nome); a Greice (de Sério – RS) e o Alexis (da Argentina, mas é gente boa – capaz, to brincando); o Marcéu (Porto Alegre) e o Alemão (de Parobé).

Papo vai, papo vem, risadas a parte, toma-se uma, tal e coisa, coisa e tal. Bom, eu digo que vou pra casa, mas, porém, contudo, todavia (isso me lembra as aulas de química da Carla), a gauchada me convence de acompanhá-los à casa da trova. Tá certo, conversamos mais um pouco, sei que ouvi uns relatos de antes de eu chegar. Tipo, o Alemão Parobé:

- Bah, gurizada, será que fica extranho eu pedir uma cerveja e um café?

A gurizada:

- Bah, pior que fica.

Alemão:

- Então vou pedir uma cerveja e um sundae!!!

Aí a indiada caiu na risada.

Dito e feito, quando eu cheguei lá havia um recipiente com resíduso que pareciam gritar em neon: AQUI HAVIA UM SUNDAE.

Na saída, alguns de nós roubamos algumas florzinhas dos vasinhos das mesas, eram flores pequenas, mas eram naturais, só que eu não sei o nome. Alguém colocou uma no bolso dianteiro da minha jaqueta, pra ficar ao estilo Falcão. Lá dentro todo mundo perguntava o por quê da maldita flor, minha vontade era dizer: “pra mandar pra tua mãe/irmã”, mas me contive, e respondia qualquer outra bobagem às quais não me lembro agora.

Chegamos ao balcão, pedimos o “mijo de égua” pro bolicheiro, estávamos fazendo vários brindes, entre ele à Andréia (que está grávida), ao Camilo (o qual a Andréia vai dar a luz, e o Camilo vai ser gremista). Depois, brindes ao Rio Grande, brinde ao Grêmio, brinde às férias, as quais iremos pro Rio Grande. Do nada, um cara escorado no balcão, olha pra gente e exclama.

- Que bom, tem brasileiro aqui!!!!

Daí a gente cumprimenta o cara e tal, que falava português tri be, com um leve sotaque carregado. Papo vai, papo vem, perguntando de onde nós somos, falamos Rio Grande do Sul, então ele disse que já esteve lá, passou um tempo em Porto Alegre. Perguntamos de onde ele era, ele disse que era de Israel. Todo mundo, ué, mas como tu fala português? Então ele disse, que andou um tempo no Brasil, tem amigos lá e tal. Então, ele veio me cumprimentar e eu disse: Shabbath Shalom, ele soube responder. Ainda nessa conversa, o suposto israelense (digo suposto, porque ainda não estou totalmente convencido de que o sujeito realmente era) perguntou-nos o que fazíamos em Cuba, aí uma das gurias respondeu:

- Nós moramos aqui!!

E o cara:

- Como assim, moram aqui?

E alguém disse:

- É que a gente estuda medicina!!

E o cara:

- Vocês vem pra balada aqui, hehehehe.

Aí, um dos guris, já meio embalado pelo suco de cevada disse com seu sotaque da capital:

- Tá bom, a gente não estuda, a gente só vem comer as puta!!!

Aí todo mundo riu, hehehehe.

O cara usava uma estrela de Davi no pescoço, e se juntou com nosso grupo.

Papo vai, papo vem, uma música e outra, encontra-se amigos na festa, etc e tal.

Algumas apostas aqui outras ali. Observando umas coisas, eu cheguei à conclusão de que a mulherada não gosta de flores. Calma, já explico. De zoeira, um namorado dá uma flor à namorada, a qual leh devolve a flor em troca da lata de cerveja – mas de arriação, lógico, né!! Sou amigo do casal, e eis que questiono, e ela me explicou que trocou a flor por cerveja. A conclusão que cheguei é que nas vezes que presenteei qualquer guria com alguma flor, perdi tempo, dinheiro, oportunidade e ainda dei bola fora. Nada mais constrejedor que o sujeito com aquela cara de otário com um “singela” flor pra dar pra guria (sim, há coisas mais constrangedoras, mas não cabe ao presente contexto). Se em todas essas vezes eu tivesse dado uma cerveja, talvez tivesse obtidos alguns pontos, talvez as que me deram um fora tivessem ficado comigo, talvez uma que outra houvesse convidado pra passar a noite juntos. Mas não, durante todos esses anos e presenteei com flores – está decidido, não envio mais flores!!!! Na próxima vou mandar um buquê de cervejas!!! Qualquer presente para qualquer pessoa do sexo feminino, que convencionalmente eram presenteadas com flores, de agora em diante, partindo de mim, será cerveja!!! E tenho dito!! Agradeço ao casal Greice e Alexis por permitirem eu chegar a essa conclusão empírica, até pensei em desenvolver um estudo científico para essa questão.

Bom, depois acabou a festa e a indiada se reúne na praça em frente, alguns foram ao Oro Negro, outros pra casa (o meu caso).

Na segunda-feira, rolou uma janta na casa do Marcéu, em que fizemos as análises dos fatos do sabado a noite. Os pormenores não serão publicados!!!