sábado, 15 de janeiro de 2011

Cuba faz declaração sobre provocação dos Estados Unidos

Cuba faz declaração sobre provocação dos Estados Unidos

Na última quinta-feira (13) altos funcionários estadunidenses que se encontravam em Havana para conversações oficiais com o governo cubano sobre temas migratórios reuniram-se com um grupo de mercenários. O governo cubano protestou através de nota oficial. Leia a íntegra

Em 13 de janeiro de 2011, aproveitando a visita que realizaram a Cuba, para participar na rodada de conversações migratórias, a chefe da delegação norte-americana, Roberta Jacobson, subsecretária assistente principal para assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, acompanhada pela subsecretária assistente para a América Central, Caribe e Cuba, Julissa Reynoso, o chefe do Escritório de Assuntos Cubanos, Peter Brennan e o chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana, Jonathan Farrar, se reuniram com um grupo de mercenários, cujas atividades contra a ordem constitucional cubana são dirigidas e financiadas pelo governo dos Estados Unidos.

Antes da realização da rodada migratória, o Ministério das Relações Exteriores apresentou claramente aos representantes do governo dos Estados Unidos seu rechaço a qualquer intento de utilizar esta visita de caráter oficial a Cuba para realizar atividades ofensivas e desrespeitosas para com nosso país.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba denuncia esta provocação aberta de altos funcionários do Departamento de Estado, que constitui uma violação flagrante dos princípios e das normas internacionais que regem as relações entre os Estados e uma ofensa a nosso povo que por mais de 50 anos tem enfrentado a política de hostilidade e bloqueio do governo dos Estados Unidos. Esta ação confirma uma vez mais que não há mudanças na política de subversão e ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos de Cuba e que sua prioridade continua sendo alentar a contrarrevolução interna e promover atividades de desestabilização, enquanto simultaneamente recrudesce o bloqueio e a perseguição das transações comerciais e financeiras cubanas em todo o mundo.

O Ministério das Relações Exteriores, ao reiterar a disposição já manifestada pelo governo cubano de manter um diálogo respeitoso sobre qualquer tema com o governo norte-americano, sempre que este seja entre iguais, sem menoscabo à independência, soberania e autodeterminação de nosso país, ratifica que não tolerará ingerência alguma dos Estados Unidos nos assuntos internos de Cuba e utilizará todos os mecanismos políticos e legais a seu alcance para enfrentá-la.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba

Fonte: Prensa Latina

Sábadis passadis

Sábadis passadis

“Indiada véia, que tem o coração sofrido

Como diria o Pedro Ortaça

“Não é Bailanta do Tibúrcio

Mas é um fato ‘assucedido’”

A gauchada e Camagüey dá risada

e percanta ‘despos’ do baile

se le apetece levantar o vestido...”

Camagüey, 15 de janeiro de 2011 – CUBA

Bueno, indiada, é o seguinte, o causo foi sábado passado. Eu estava voltando pra minha casa, devia ser umas oito e meia das “night”, eis que passo pela praça Agramonte, e bem em frente está situado El Café Ciudad. Eis que dentro del Café Ciudad eu avisto a gauchada reunida. E do nada, o Lucas (Parobé) ergue a mão naquele jeito de cumprimentar ‘la nas grota’ e larga um: up!! [esse UP é uma saudação muito utilizada no interior do Rio Grande do Sul, principalmente em áreas rurais, geralmente são os ‘veiaredo’ que se cumprimentam assim. Na verdade é difícil de reproduzir graficamente]. E depois meio que larga um:

- Te aprochega, vivente!!!

Entro no café, a indiada reunida, o Lucas e a Andréia (que nessa semana iria ao Brasil). O Roberto e sua namorada cubana (que nunca me lembro o nome); a Greice (de Sério – RS) e o Alexis (da Argentina, mas é gente boa – capaz, to brincando); o Marcéu (Porto Alegre) e o Alemão (de Parobé).

Papo vai, papo vem, risadas a parte, toma-se uma, tal e coisa, coisa e tal. Bom, eu digo que vou pra casa, mas, porém, contudo, todavia (isso me lembra as aulas de química da Carla), a gauchada me convence de acompanhá-los à casa da trova. Tá certo, conversamos mais um pouco, sei que ouvi uns relatos de antes de eu chegar. Tipo, o Alemão Parobé:

- Bah, gurizada, será que fica extranho eu pedir uma cerveja e um café?

A gurizada:

- Bah, pior que fica.

Alemão:

- Então vou pedir uma cerveja e um sundae!!!

Aí a indiada caiu na risada.

Dito e feito, quando eu cheguei lá havia um recipiente com resíduso que pareciam gritar em neon: AQUI HAVIA UM SUNDAE.

Na saída, alguns de nós roubamos algumas florzinhas dos vasinhos das mesas, eram flores pequenas, mas eram naturais, só que eu não sei o nome. Alguém colocou uma no bolso dianteiro da minha jaqueta, pra ficar ao estilo Falcão. Lá dentro todo mundo perguntava o por quê da maldita flor, minha vontade era dizer: “pra mandar pra tua mãe/irmã”, mas me contive, e respondia qualquer outra bobagem às quais não me lembro agora.

Chegamos ao balcão, pedimos o “mijo de égua” pro bolicheiro, estávamos fazendo vários brindes, entre ele à Andréia (que está grávida), ao Camilo (o qual a Andréia vai dar a luz, e o Camilo vai ser gremista). Depois, brindes ao Rio Grande, brinde ao Grêmio, brinde às férias, as quais iremos pro Rio Grande. Do nada, um cara escorado no balcão, olha pra gente e exclama.

- Que bom, tem brasileiro aqui!!!!

Daí a gente cumprimenta o cara e tal, que falava português tri be, com um leve sotaque carregado. Papo vai, papo vem, perguntando de onde nós somos, falamos Rio Grande do Sul, então ele disse que já esteve lá, passou um tempo em Porto Alegre. Perguntamos de onde ele era, ele disse que era de Israel. Todo mundo, ué, mas como tu fala português? Então ele disse, que andou um tempo no Brasil, tem amigos lá e tal. Então, ele veio me cumprimentar e eu disse: Shabbath Shalom, ele soube responder. Ainda nessa conversa, o suposto israelense (digo suposto, porque ainda não estou totalmente convencido de que o sujeito realmente era) perguntou-nos o que fazíamos em Cuba, aí uma das gurias respondeu:

- Nós moramos aqui!!

E o cara:

- Como assim, moram aqui?

E alguém disse:

- É que a gente estuda medicina!!

E o cara:

- Vocês vem pra balada aqui, hehehehe.

Aí, um dos guris, já meio embalado pelo suco de cevada disse com seu sotaque da capital:

- Tá bom, a gente não estuda, a gente só vem comer as puta!!!

Aí todo mundo riu, hehehehe.

O cara usava uma estrela de Davi no pescoço, e se juntou com nosso grupo.

Papo vai, papo vem, uma música e outra, encontra-se amigos na festa, etc e tal.

Algumas apostas aqui outras ali. Observando umas coisas, eu cheguei à conclusão de que a mulherada não gosta de flores. Calma, já explico. De zoeira, um namorado dá uma flor à namorada, a qual leh devolve a flor em troca da lata de cerveja – mas de arriação, lógico, né!! Sou amigo do casal, e eis que questiono, e ela me explicou que trocou a flor por cerveja. A conclusão que cheguei é que nas vezes que presenteei qualquer guria com alguma flor, perdi tempo, dinheiro, oportunidade e ainda dei bola fora. Nada mais constrejedor que o sujeito com aquela cara de otário com um “singela” flor pra dar pra guria (sim, há coisas mais constrangedoras, mas não cabe ao presente contexto). Se em todas essas vezes eu tivesse dado uma cerveja, talvez tivesse obtidos alguns pontos, talvez as que me deram um fora tivessem ficado comigo, talvez uma que outra houvesse convidado pra passar a noite juntos. Mas não, durante todos esses anos e presenteei com flores – está decidido, não envio mais flores!!!! Na próxima vou mandar um buquê de cervejas!!! Qualquer presente para qualquer pessoa do sexo feminino, que convencionalmente eram presenteadas com flores, de agora em diante, partindo de mim, será cerveja!!! E tenho dito!! Agradeço ao casal Greice e Alexis por permitirem eu chegar a essa conclusão empírica, até pensei em desenvolver um estudo científico para essa questão.

Bom, depois acabou a festa e a indiada se reúne na praça em frente, alguns foram ao Oro Negro, outros pra casa (o meu caso).

Na segunda-feira, rolou uma janta na casa do Marcéu, em que fizemos as análises dos fatos do sabado a noite. Os pormenores não serão publicados!!!

Frases que me fazem lembrar a galera em Santa Maria

Camagüey, 14 de janeiro de 2011

Agora deve ser umas vinte pras onze da noite. Bah, eu tava lembrando da galera em Santa Maria e seus bordões, aqui vão alguns, mas eu não vou indicar os autores, que nem sempre são autores, mas sim usuários!!!

1)_“Parece os ‘maconhêro’ com o bagulho”...

2)_“Comendo só esse poquinho, dona *r**a?”

3)_“2 de 10, 1 de 12, 2 twitter e uma corneta...”

4)_“Isso tem a ver com o clitóris...”

5)_“Que guri ordinário!”

6)_“Que guri bagaceiro!”

7)_“Como que é o nome daquele ‘sem-serventia’/’pouco-me-ajuda’”?

8)_“Só sei que foi assim...”

9)_“F*d*u o c* do palhaço!” – do mesmo autor da frase anterior.

10)_“Isso é uma bichoooona!”

11)_“Só podia ser coisa tua, intepatia!”

12)_“Tudo ‘sobre controle’?”

13)_“E dae, ‘das melena’, vamo tomá uns trago.”

14)_“Feito, meu galo cinza.”

15)_“Ela parecia um cacetinho” – nota editorial: no Rio Grande do Sul, cacetinho é sinônimo de pão francês - e é do mesmo autor da frase do clitóris.

16)_“Seu infame, energúmeno...”

17)_“zeca, como tu é ‘engraçado’!” [do mesmo autor da 16]

18)_“E tu é engraxado!”

19)_“Parece o Homer esguelando o Bart...” [do mesmo autor da 18]

20)_“A tua tia tá ali no carro?” [do mesmo autor da 3]

21)_“Ai, que horror!!”

22)_ “Ruffles, olha o Ruffles! Ruffles!!” [do mesmo autor da 17]

Passagem do busão em Santa Maria

Passagem do busão em Santa Maria

Bah, que saudade de Santa Maria, isso sim , é certo. Outra coisa também é certa, o aumento abusivo das passagens de ônibus, não era diferente do tempo em que eu morava aí. Bom, andei, nesses meus passeios pela “highwai da super-informação” [como diria o Humberto Gessinger], vendo alguns blogs e tal... em resumo, pra não ficar pedante, repetitivo e blá blá blá, é putaria do poder executivo. O que na verdade falta é um prefeito com culhão pra estatizar as empresas de ônibus.
Repito: estatizar as empresas de ônibus em Santa Maria!
Além disso, implantar um transporte sobre trilhos para interligar as zonas da cidade.
Repito: estatizar as empresas de ônibus!
Também fazer valer a meia-tarifa estudantil para sábados domingos e feriados.
Repito: estatizar as empresas de ônibus!
É urgente fazer voltar o passe livre.
Repito: estatizar as empresas de ônibus em Santa Maria.
Aumentar as linhas disponíveis.
Estatizar as empresas de ônibus.