quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dica de LIVRO

Dica de Livro

Camagüey, CUBA, 16 de novembro de 2011

Pois, é, aqui sou eu de novo, incomodando e enchendo o saco do povo, mas agora é o seguinte, é algo legal, é uma dica de livro, digamos, algo mais voltado pra galera que estuda/ trabalha/ atua na área da saúde, mas também por interatuar com história, ciências sociais e etc. Bom, antes de vir pra Cuba de novo, meu primo Duda Naysinger me presenteou com um livro chamado “História da medicina”, de Willian Bynum, faz parte da coleção da “L&PM POCKET”. Muito bom livro, aborda temas cruciais, também fala de Florence Nightingale, precursora da enfermagem moderna. Fala também das grandes epidemias que assolaram a humanidade. A abordagem, por ser um tanto quanto generalista não é profunda, mas vale a pena essa leitura. O que também achei interessante foi relatar os trabalhos de Doll e Hill, sobre medicina e estilo de vida, sobre conexões entre tabaco e doenças, especificamente câncer de pulmão (coisa que em mil oitocentos e cacetada a escritora estadunidense, Ellen G. White, já mencionava o caráter nada saudável sobre hábitos tabagistas (Interessante: quem quiser buscar artigos de Ellen White relacionados a saúde, boa alimentação, estilo de vida, vale a pena).
Pode-se observar as intervenções que ligam o capitalismo e os lucros com a manutenção de certos processos de morbidade, mas enfim, como disse, não aprofunda a análise e também não dá muito o nome aos bois de específicos rebanhos. Mas enfim, é um bom livro.

domingo, 13 de novembro de 2011

A Camila e o Fernandinho

Camagüey, CUBA, 13 de novembro de 2011

Certa feita as pessoas lembravam do Fernandinho e da Camila, uns “aborrescentes” de seus mais ou menos 17 ou 18 anos, coisa que não fugia dessa faixa. Pois bem, amigos, um tanto quanto “porra loca” para suas idades, com muitas coisas em comum, gostos, percepções, ideais e aquela vontade louca de conhecer o mundão. Altos papos filosóficos e por aí a coisa ia se desfiando, desde chimarrão, churrasco, rock gaúcho, Janis Joplin, discos de vinil, e canções do Mano Lima. Depois do rápido contato real, eram encontros cada vez mais raros através da “highway da super-informação” (como diz aquela música dos “Engenheiros do Hawaii”. Cada qual com seus causos da vida, e a vida nos causos, apesar da distância e carinho, causos verdadeiros. Certa feita o Fernandinho tinha dito que havia algo no ar, mas um tanto quanto abstrato, e era ainda mais bonito por ser abstrato.
Cada qual com seus ideais, utopias e aspirações, muitas convergiam, outras divergiam. Entre elas, pelo menos duas em comum... Ela seguiu uma utopia, ele seguiu outra... quer dizer, não é que ele seguiu outra, ele queria seguir aquela “uma” também, mas eu prefiro acreditar que ele adiou um pouco, não se sabe por quanto tempo, mas ele adiou!! Ela também, ela seguiu a uma, mas sempre demonstrou interesse e inclinação para a “outra”, talvez o Fernandinho prefira pensar que Camila também adiou essa utopia chamada “outra”. Talvez chegue o dia em que ambos, nesse aspecto filosófico-prático-ideal e real (por que não?) estejam próximos, bem próximos, ambos com uma e com a outra aspiração sendo real, e inspirando esses dois loucos personagens.
Em uma ocasião tiveram a idéia de viajar com uma mochila (ou mala de garupa) no lombo, um saco de dormir e uma barraquinha de carona, cruzando litoral, serra, fronteira e outras bandas, escrever um diário de bordo e aprender muito com isso. Também se plantou a semente da ambição de estender essa viagem e cometer essa façanha a nível de América-Latina... mas aquela coisa, nunca deu... cada qual com seus problemas, suas vidas e as supostas soluções de seus “perros” problemas.
Hoje Fernandinho, tem um hobby, olhar coisas mais ou menos do gênero “realismo fantástico”, assim ele assiste os tele-jornais, mas como ele é cético, e já disse, “realismo fantástico”. Um dos hobbies é olhar tele-jornais nas férias. Bom, eu não sei, dizem que além de tudo, uma das coisas que Camila curte, além de rock´n´roll, são questões ligadas a América Latina e cosas sobre saúde!! Agora se ela é cética com isso... só se perguntarmos a ela.
Por outro lado, creio que ambos viram quem 100% das veredas que escolheram tomar em determinado ponto na viagem, cada qual com suas decepções e ver que as idéias e as suas práticas estão longe de serem totalmente perfeitas. E ainda assim, cada qual tem a profunda e sincera crença, que mesmo com os defeitos humanos embutidos, suas idéias são as mais corretas possíveis, isso eu admiro nos dois!!! Quero comemorar com os dois, no dia em que esses caminhos se cruzarem de novo...


PS.: qualquer semelhança com a coincidência, é pura realidade (assim já dizia o grupo uruguaio de murga “Agarrate Catalina”)

A Camila e o Fernandinho

Camagüey, CUBA, 13 de novembro de 2011

Certa feita as pessoas lembravam do Fernandinho e da Camila, uns “aborrescentes” de seus mais ou menos 17 ou 18 anos, coisa que não fugia dessa faixa. Pois bem, amigos, um tanto quanto “porra loca” para suas idades, com muitas coisas em comum, gostos, percepções, ideais e aquela vontade louca de conhecer o mundão. Altos papos filosóficos e por aí a coisa ia se desfiando, desde chimarrão, churrasco, rock gaúcho, Janis Joplin, discos de vinil, e canções do Mano Lima. Depois do rápido contato real, eram encontros cada vez mais raros através da “highway da super-informação” (como diz aquela música dos “Engenheiros do Hawaii”. Cada qual com seus causos da vida, e a vida nos causos, apesar da distância e carinho, causos verdadeiros. Certa feita o Fernandinho tinha dito que havia algo no ar, mas um tanto quanto abstrato, e era ainda mais bonito por ser abstrato.
Cada qual com seus ideais, utopias e aspirações, muitas convergiam, outras divergiam. Entre elas, pelo menos duas em comum... Ela seguiu uma utopia, ele seguiu outra... quer dizer, não é que ele seguiu outra, ele queria seguir aquela “uma” também, mas eu prefiro acreditar que ele adiou um pouco, não se sabe por quanto tempo, mas ele adiou!! Ela também, ela seguiu a uma, mas sempre demonstrou interesse e inclinação para a “outra”, talvez o Fernandinho prefira pensar que Camila também adiou essa utopia chamada “outra”. Talvez chegue o dia em que ambos, nesse aspecto filosófico-prático-ideal e real (por que não?) estejam próximos, bem próximos, ambos com uma e com a outra aspiração sendo real, e inspirando esses dois loucos personagens.
Em uma ocasião tiveram a idéia de viajar com uma mochila (ou mala de garupa) no lombo, um saco de dormir e uma barraquinha de carona, cruzando litoral, serra, fronteira e outras bandas, escrever um diário de bordo e aprender muito com isso. Também se plantou a semente da ambição de estender essa viagem e cometer essa façanha a nível de América-Latina... mas aquela coisa, nunca deu... cada qual com seus problemas, suas vidas e as supostas soluções de seus “perros” problemas.
Hoje Fernandinho, tem um hobby, olhar coisas mais ou menos do gênero “realismo fantástico”, assim ele assiste os tele-jornais, mas como ele é cético, e já disse, “realismo fantástico”. Um dos hobbies é olhar tele-jornais nas férias. Bom, eu não sei, dizem que além de tudo, uma das coisas que Camila curte, além de rock´n´roll, são questões ligadas a América Latina e cosas sobre saúde!! Agora se ela é cética com isso... só se perguntarmos a ela.
Por outro lado, creio que ambos viram quem 100% das veredas que escolheram tomar em determinado ponto na viagem, cada qual com suas decepções e ver que as idéias e as suas práticas estão longe de serem totalmente perfeitas. E ainda assim, cada qual tem a profunda e sincera crença, que mesmo com os defeitos humanos embutidos, suas idéias são as mais corretas possíveis, isso eu admiro nos dois!!! Quero comemorar com os dois, no dia em que esses caminhos se cruzarem de novo...


PS.: qualquer semelhança com a coincidência, é pura realidade (assim já dizia o grupo uruguaio de murga “Agarrate Catalina”)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A gauchada jantando fora

A gauchada jantando fora
Camagüey, CUBA, 30 de outubro de 2011

Então, indiana macanuda... Bah, ficou combinado que ontem iríamos juntar o povo e jantar fora. Bueno, da indiada daqui, éramos eu, o Alemão de Parobé, o Lucas de Parobé, o Marcéu de Porto Alegre, A Riana de Porto Alegre, a Giovana (de Porto Alegre), a Luciana (de Minas Gerais), o Fúlvio (da Colômbia), a Joana (de Getúlio Vargas), o Simon (do Pará) e a Paula (do Uruguay).
Bom, primeiro nos reunimos em frente a casa do Marcéu e depois fomos à “plaza Del Gallo”, bem no centro da cidade, pra esperar parte do povo. Bom, depois de toda a tropa reunida, fomos ao “La Bigornia”, tipo um restaurante que em sábado de noite tem música ao vivo, tocam jazz e MPB (sim, músicos cubanos tocando MPB, de fato). Ah, sim, os bom momentos com essa galera são coisas impares.
A gente deu muita risada, mas a pior de todas, foi quando a vocalista La da banda ia tocar uma bossa-nova, não me lembro que canção... bom, ela anunciou que quem soubesse era pra ir lá cantar com ela. Bom, então ficamos botando pilha no Marcéu, que é o nosso cantor oficial, a vocalista percebeu e se aproximou dele, mas ele alegou não saber a letra. Eis que então a indiada começou a botar pilha em mim... A vocalista (que por sinal era gata) se aproximou de mim com o microfone, a gurizada duvidou então eu comecei a cantar os primeiros versos do “Canto alegretense”. Todo mundo deu risada, inclusive a vocalista. Bueno, entonces voltamos cedo pra casa, pois a indiada do sexto ano teria que levantar tri cedo no domingo pra poder tirar umas fotos pra formatura.
Acho que era isso.
Besos a todas y abrazos a todos

A gauchada jantando fora

A gauchada jantando fora
Camagüey, CUBA, 30 de outubro de 2011

Então, indiana macanuda... Bah, ficou combinado que ontem iríamos juntar o povo e jantar fora. Bueno, da indiada daqui, éramos eu, o Alemão de Parobé, o Lucas de Parobé, o Marcéu de Porto Alegre, A Riana de Porto Alegre, a Giovana (de Porto Alegre), a Luciana (de Minas Gerais), o Fúlvio (da Colômbia), a Joana (de Getúlio Vargas), o Simon (do Pará) e a Paula (do Uruguay).
Bom, primeiro nos reunimos em frente a casa do Marcéu e depois fomos à “plaza Del Gallo”, bem no centro da cidade, pra esperar parte do povo. Bom, depois de toda a tropa reunida, fomos ao “La Bigornia”, tipo um restaurante que em sábado de noite tem música ao vivo, tocam jazz e MPB (sim, músicos cubanos tocando MPB, de fato). Ah, sim, os bom momentos com essa galera são coisas impares.
A gente deu muita risada, mas a pior de todas, foi quando a vocalista La da banda ia tocar uma bossa-nova, não me lembro que canção... bom, ela anunciou que quem soubesse era pra ir lá cantar com ela. Bom, então ficamos botando pilha no Marcéu, que é o nosso cantor oficial, a vocalista percebeu e se aproximou dele, mas ele alegou não saber a letra. Eis que então a indiada começou a botar pilha em mim... A vocalista (que por sinal era gata) se aproximou de mim com o microfone, a gurizada duvidou então eu comecei a cantar os primeiros versos do “Canto alegretense”. Todo mundo deu risada, inclusive a vocalista. Bueno, entonces voltamos cedo pra casa, pois a indiada do sexto ano teria que levantar tri cedo no domingo pra poder tirar umas fotos pra formatura.
Acho que era isso.
Besos a todas y abrazos a todos

El exílio

Camagüey, CUBA, 27 octubre de 2011

Chegou a data da partida ao exílio. Uma nova realidade, uma nova querência... Era tempo de recomeçar uma nova vida. Não se poderia esquecer o passado, mas era tempo de superar velhos traumas e provar novos; época de cometer erros inéditos para si mesmo; cometer novos pecados para que Deus lhe concedesse novos perdões. Um novo exílio em todos os sentidos. Coração e corpo já feridos por injustiças da vida e do sistema, mas isso faz parte da existência de cada um, hay que probarselas. Um exílio para curar velhas feridas e abrir novas!!! Um exílio em um copo e depois em um belo par de pernas, considerando este último, no hay exílio mejor.
Depois de pisar em terra firme, era hora de reconhecimento de área, tal qual uma criança vai experimentando o mundo ao seu redor, e também hora de receber boas vindas no exílio. Boas vindas sem propagandas e proselitismo, apenas um convite em sacar próprias conclusões evitando análises superficiais. Ainda na excitação (no bom sentido, ao menos por enquanto...) de elevados ideais e “inabaláveis” (????) princípios ideológicos. Muitas vezes é possível compartilhar um chimarrão com conterrâneos pra lembrar o sabor do pago, contar histórias e causos da nossa terra. O tempo e suas malditas facetas, às vezes atuando como vilão, outras como o nobre “mocinho”, horas como um parceiro que abrevia a si mesmo para que cheguem tuas férias, outras como um carrasco em que se faz expandir a sensação de sofrimento. Outros momentos ele vem como um juiz revelador, esclarecendo muitas coisas.
Pero a mí me gusta más el exilio en el exilio... un exilio que espera más de tres años, sin proselitismo, ni discursos decorados embasados en cualquier tipo de dogma. A mí me vale más el exilio en el cuerpo de ella, una mutua protección que celebra valores de sincera amistad!!! Si, el exilio por todo lo que uno ha sufrido por sostener elevados sentimientos e ideas!!! Carpe diem, carpe nocten. Un exilio no tan profundo como un tatuaje, pero tan representativo cuanto una. No específicamente un exilio, sino. O mejor, además de exilio, un refugio recíproco.

El exílio

Camagüey, CUBA, 27 octubre de 2011

Chegou a data da partida ao exílio. Uma nova realidade, uma nova querência... Era tempo de recomeçar uma nova vida. Não se poderia esquecer o passado, mas era tempo de superar velhos traumas e provar novos; época de cometer erros inéditos para si mesmo; cometer novos pecados para que Deus lhe concedesse novos perdões. Um novo exílio em todos os sentidos. Coração e corpo já feridos por injustiças da vida e do sistema, mas isso faz parte da existência de cada um, hay que probarselas. Um exílio para curar velhas feridas e abrir novas!!! Um exílio em um copo e depois em um belo par de pernas, considerando este último, no hay exílio mejor.
Depois de pisar em terra firme, era hora de reconhecimento de área, tal qual uma criança vai experimentando o mundo ao seu redor, e também hora de receber boas vindas no exílio. Boas vindas sem propagandas e proselitismo, apenas um convite em sacar próprias conclusões evitando análises superficiais. Ainda na excitação (no bom sentido, ao menos por enquanto...) de elevados ideais e “inabaláveis” (????) princípios ideológicos. Muitas vezes é possível compartilhar um chimarrão com conterrâneos pra lembrar o sabor do pago, contar histórias e causos da nossa terra. O tempo e suas malditas facetas, às vezes atuando como vilão, outras como o nobre “mocinho”, horas como um parceiro que abrevia a si mesmo para que cheguem tuas férias, outras como um carrasco em que se faz expandir a sensação de sofrimento. Outros momentos ele vem como um juiz revelador, esclarecendo muitas coisas.
Pero a mí me gusta más el exilio en el exilio... un exilio que espera más de tres años, sin proselitismo, ni discursos decorados embasados en cualquier tipo de dogma. A mí me vale más el exilio en el cuerpo de ella, una mutua protección que celebra valores de sincera amistad!!! Si, el exilio por todo lo que uno ha sufrido por sostener elevados sentimientos e ideas!!! Carpe diem, carpe nocten. Un exilio no tan profundo como un tatuaje, pero tan representativo cuanto una. No específicamente un exilio, sino. O mejor, además de exilio, un refugio recíproco.