terça-feira, 1 de novembro de 2011

El exílio

Camagüey, CUBA, 27 octubre de 2011

Chegou a data da partida ao exílio. Uma nova realidade, uma nova querência... Era tempo de recomeçar uma nova vida. Não se poderia esquecer o passado, mas era tempo de superar velhos traumas e provar novos; época de cometer erros inéditos para si mesmo; cometer novos pecados para que Deus lhe concedesse novos perdões. Um novo exílio em todos os sentidos. Coração e corpo já feridos por injustiças da vida e do sistema, mas isso faz parte da existência de cada um, hay que probarselas. Um exílio para curar velhas feridas e abrir novas!!! Um exílio em um copo e depois em um belo par de pernas, considerando este último, no hay exílio mejor.
Depois de pisar em terra firme, era hora de reconhecimento de área, tal qual uma criança vai experimentando o mundo ao seu redor, e também hora de receber boas vindas no exílio. Boas vindas sem propagandas e proselitismo, apenas um convite em sacar próprias conclusões evitando análises superficiais. Ainda na excitação (no bom sentido, ao menos por enquanto...) de elevados ideais e “inabaláveis” (????) princípios ideológicos. Muitas vezes é possível compartilhar um chimarrão com conterrâneos pra lembrar o sabor do pago, contar histórias e causos da nossa terra. O tempo e suas malditas facetas, às vezes atuando como vilão, outras como o nobre “mocinho”, horas como um parceiro que abrevia a si mesmo para que cheguem tuas férias, outras como um carrasco em que se faz expandir a sensação de sofrimento. Outros momentos ele vem como um juiz revelador, esclarecendo muitas coisas.
Pero a mí me gusta más el exilio en el exilio... un exilio que espera más de tres años, sin proselitismo, ni discursos decorados embasados en cualquier tipo de dogma. A mí me vale más el exilio en el cuerpo de ella, una mutua protección que celebra valores de sincera amistad!!! Si, el exilio por todo lo que uno ha sufrido por sostener elevados sentimientos e ideas!!! Carpe diem, carpe nocten. Un exilio no tan profundo como un tatuaje, pero tan representativo cuanto una. No específicamente un exilio, sino. O mejor, además de exilio, un refugio recíproco.

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