domingo, 23 de setembro de 2012

The war on democracy

The war on democracy




Há pouco eu estava revendo um documentário, de um jornalista australiano gabaritado e mundialmente reconhecido por seus inúmeros trabalhos e prêmios, falo de John Pilger. Bom, me refiro especificamente a um documentário chamado “The war on democracy”. Bom, ele faz, digamos uma investigação pela América Latina!!!! Começa pela Venezuela, mostra as situações de pobreza e que o governo do Chávez faz para que a situação melhore!! Ah, mas antes que acusem o senhor Pilger de não ser imparcial, ele também pára para escutar o que os opositores de Chávez tem a falar! Eles se queixam que se está levando a cabo uma “revolução bolchevique”... Pois bem, a análise feita é que os ricos continuam com suas belíssimas mansões em seus “cowntry clubs”, continuam com seus jatinhos e viagens de fim de semana à Miami e Nova Iorque. A Venezuela, país com uma arrojada economia petroleira, fonte infinita de riquezas, sedia feiras de automóveis, e não são simples automóveis, trata-se de Ferrari, Maserati.... Os ricos continuam em suas mansões e com suas vidas, em momento algum foi feita alguma intervenção em suas vidas ou patrimônios. Antes, as empresas de cunho estratégico para o país (como petroleiras e de energia elétrica) estavam sob o domínio de multinacionais de capital estrangeiro, ou seja, os lucros não ficavam dentro do país... Nisso sim o governo teve culhão para nacionalizar, e o lucro canalizar para investimentos de infraestrutura e desenvolvimento social. O programa “Bairro adentro” começou a subir morros (favelas) com escolas e programas de alfabetizações, clinicas e assistência médica para as famílias, salários para as donas de casa. A constituição do país foi impressa e distribuída gratuitamente, para que o povo tenha conhecimento de seus direitos. Também há supermercados estatais onde o povo pode comprar comida e produtos de limpeza a preços de baixo custo e nas embalagens vem impresso trechos da constituição.

Ainda é feita a análise de que o capitalismo nunca esteve tão bem na Venezuela. É também feito uma pequena análise da tentativa de golpe de estado na Venezuela em 2002, arquitetado por alguns setores militares, as oligarquias (entre eles proprietários de canais de TV) e “El Império”.

E durante parte da entrevista, o presidente Hugo Chávez fala:





“te digo que acá tratamos de no tener choques com ‘El Império’, pero es inevitable. Yo fui a la Casa Blanca, le di la mano a Clinton! Incluso por teléfono: ‘How are you, Mr Clinton?’ / ‘How are you, Mr Chávez?’. Nosotros aqui tratamos lo imposible: hacer una revolucion sin chocar con “El Império”, pero eso es imposible…”







Desde 1946, os EUA tentaram derrubar mais de 50 governos, muitos deles eleitos democraticamente, desses, 40 com intervenções militares diretas. E também indiretas, como as ditaduras militares na América Latina ocorridas na segunda metade do século XX. Exemplos de países que sofreram interferência dos E.U.A. : Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Equador, Granada, Guatemala, Guiana, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Outro exemplo, é da intervenção dos EUA na Guatemala, ainda nos anos 50. Pois bem, 2% da população local, em conjunto com multinacionais estadunidense controlavam a economia e os recursos naturais do país, cujo um dos grandes acionistas de uma das principais empresas era da Secretaria de Estado do governo estadunidense, e o irmão dele, um dos comandantes da “Agencia Central de Inteligencia”. Havia sido eleito democraticamente para a presidência da república um sujeito chamado Jacobo Arbenz Guzmán. Era um presidente progressista, no que se diz respeito à soberania nacional, desenvolvimento econômico e distribuição de renda. Começou uma tentativa de reforma agrária, e foi nacionalizando as terras das empresas multinacionais estrangeiras (dentre elas da American United Fruit), o que irritou Washington, que atacou diretamente em uma intervenção armada sob o pretexto de uma ameaça comunista, pois aqueles eram tempos de “Guerra Fría”. O interessante, é que o documentário apresenta depoimentos de ex- agentes da CIA que na época trabalharam nos bastidores do golpe e admitem suas ações. Bom, depois de consolidado o golpe, foi instituído um governo que era conveniente aos interesses imperiais.

O filme também discorre sobre o golpe de estado no Chile em 11 de setembro de 1973, encabeçado pelo general fascista Augusto Pinochet contra o então presidente eleito democraticamente Dr. Salvador Allende. A sede do governo (Palácio de La Moneda) foi bombardeado por aviões, e o Presidente Allende e seu correligionários firmes na resistência até que foram assassinados pelas forças reacionárias. O documentário apresenta documentos comprovando ações diretas da CIA, bem como entrevistando ex-agentes que participaram nessa ação infame.

A “Escola das Américas” também é apresentada, trata-se de uma instalação militar estadunidense no estado da Geórgia, onde militares latino-americanos iam para fazerem seus “cursos de atualização e formação militar”, que consistia em aprender técnicas de tortura para serem usadas contra os subversivos capturados.

Em Cochabamba, na Bolivia, no ano 2000 a água foi privatizada e estava sob as mãos de uma multinacional extrangeira. Em 2003, o então presidente Gonzalo Sánchez, o qual passou boa parte de sua vida nos EUA, e falava inglês melhor que espanhol, recuou em uma lei de proteção aos recursos naturais do país... era uma contradição exportar gás a preço de banana enquanto a população cozinhava com lenha. O povo foi às ruas protestar, então o presidente mandou o exército reprimir a manifestação, o que gerou o assassinato de vários civis inocentes.



Bom, eu fiz um breve “resumão” do documentário, é interessante vê-lo, pois faz uma abordagem profundas de inúmeras questões de interesse de nosso continente.







link do vihdedo no youtube



http://www.youtube.com/watch?v=YoJOVNbz0l4